Rio de Janeiro, 23 de Maio de 2026

Brasil quer fazer novos negócios com a República Dominicana

Depois de sua estada em Fort Lauderdale (Flórida) neste domingo e na segunda, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, segue viagem para Santo Domingo, capital da República Dominicana. No dia 7, o chanceler brasileiro se reune com o presidente dominicano, Leonel Fernandes. Um grupo de empresários brasileiros também estará em Santo Domingo para contatos com representantes do governo dominicano. (Leia Mais)

Domingo, 05 de Junho de 2005 às 07:50, por: CdB

Depois de sua estada em Fort Lauderdale (Flórida) neste domingo e na segunda, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, segue viagem para Santo Domingo, capital da República Dominicana. No dia 7, o chanceler brasileiro deve se reunir com o presidente dominicano, Leonel Fernandes.

Um grupo de empresários brasileiros dos setores público e privado também estará em Santo Domingo para uma série de contatos com empresários e representantes do governo dominicano. O objetivo é criar novas oportunidades de negócio naquele país e ampliar a cooperação técnica bilateral nas áreas cultural e educacional.

A República Dominicana é hoje um mercado importante de destino dos produtos e serviços brasileiros. A presença de empresas brasileiras na região também é significativa. "Lá, há várias obras que estão sendo tocadas e novos projetos que empresários brasileiros estão interessados em desenvolver", revelou o chefe da Divisão do México, América Central e Caribe do Itamaraty, conselheiro Igor Kipman.

Atualmente, o interesse maior do Brasil na República Dominicana é investir no setor de energia, revelou Kipman. O governo brasileiro tem interesse de levar a sua tecnologia de produção de álcool e etanol para os países dominicanos, já que são grandes produtores da cana de açúcar, assim como o Brasil. Ao produzir o etanol, os países da República poderão utilizá-lo para consumo interno e até exportá-lo para grandes potências, como Estados Unidos, Europa e Japão. "Este será um dos assuntos prioritários da pauta nesta viagem", revelou o conselheiro.

O emprego do etanol como aditivo à gasolina permitirá aos países, principalmente os desenvolvidos, alcançar a redução de emissão de gases, questão acordada no Protocolo de Quioto, e diversificar sua matriz energética. O etanol ou álcool etílico pode ser obtido por meio da fermentação dos açúcares.

Incentivar a produção do biodiesel nos países dominicanos também faz parte das intenções do governo brasileiro, anunciou Igor Kipman. O biodiesel é um combustível renovável produzido com base em oleaginosas, como mamona, soja, dendê e girassol. O óleo vegetal é extraído dessas plantas por esmagamento e, em seguida, posto a reagir quimicamente com álcool, metanol ou etanol, na presença de um catalisador. "A República Dominicana tem muitas possibilidades de cultivar outras culturas além da cana para poder trabalhar com o biodiesel", disse.

Mesmo interessado em intensificar os investimentos na República Dominicana, o governo brasileiro também está atento às formas de reduzir o desequilíbrio da balança comercial entre os dois países. O Brasil, há muito anos, tem vendido mais para os dominicanos do que eles para nós. "Uma maneira de corrigir esse desequilíbrio, sugeriu Kipman, seria incentivar o turismo de brasileiros para lá, com a criação de linhas aéreas diretas. "O desequilíbrio na balança entre os dois países pode ser compensado com a ida de turistas brasileiros para a República. Isso implica, evidentemente, no estabelecimento de uma linha aérea direta, e já estamos trabalhando para isso", contou.

Os brasileiros exportam para a República Dominicana desde bens de consumo e matérias primas até bens de capital. Como aquele país é grande produtor de açúcar, cacau e café, produtos também produzidos em larga escala pelo Brasil, não há interesse em comprá-los. Os principais parceiros comerciais dos dominicanos são os Estados Unidos, o México, o Japão e a Bélgica.

Desta vez, durante a visita do ministro Celso Amorim e empresários brasileiros a Santo Domingo, não devem ser firmados novos acordos bilaterais. Mas discutir a atualização do Acordo de Cooperação Técnica Científica e Tecnológica, firmado em 1988, será um dos assuntos principais da pauta. "Brasil e República Dominicana têm inúmeros acordos assinados.

O mais importante é o de cooperação técnica, que vem apresentando problemas graves de implementação, pois prevê que qualquer ajuste comple

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