O Brasil entrou para o seleto grupo de países que produz diamantes sintéticos. Cientistas de um laboratório da Universidade Estadual do Norte Fluminense estão anunciando o resultado de uma década de pesquisas. Os equipamentos foram trazidos da Rússia, em 93, que apenas juntamente com os Estados Unidos tem a tecnologia.
De acordo com informações divulgadas no 'Jornal Nacional', físicos e engenheiros descobriram a matéria-prima nacional: grafite mais uma liga metálica. Sob alta pressão e temperatura elevada, as moléculas se rompem, formando cristais em forma de pó.
Novamente sob alta pressão, obtém-se a pastilha, com milhares ou até milhões de pequenos diamantes.
- É importantíssimo nacionalizar a tecnologia, tornando-se independente e adequando a tecnologia às condições do nosso país - afirma a pesquisadora Ana Lúcia Skury, da Uenf.
Os diamantes são pequenos como grãos de areia, resistentes como poucos materiais já vistos pelo homem e podem ser vistos no microscópio. Eles não têm a pureza das jóias, mas são valiosos no nosso dia-a-dia.
Lâminas de corte são fabricadas com diamante, o material mais duro encontrado na natureza. É tão duro que serve para perfurar poços de petróleo. As brocas usadas no fundo do mar são feitas com pequenos cristais de diamante. Uma broca, que dura em média 200 horas pode custar R$ 300 mil.
Os cristais também estão nas ferramentas que cortam chapas, que fazem peças, a base do processo de produção dos carros. De cada dez indústrias brasileiras, seis ou sete dependem dos cristais de diamante.
Rio de Janeiro, 16 de Setembro de 2026
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