Rio de Janeiro, 24 de Outubro de 2026

Brasil precisa fortalecer indústria para enfrentar crise

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, disse nesta manhã, no Senado, que o Brasil tem as melhores condições no mundo para superar a atual crise econômica internacional. O ministro ponderou, no entanto, que o país precisa fortalecer a indústria nacional para enfrentar a disputa “predatória” com os produtos estrangeiros.

Terça, 30 de Agosto de 2011 às 06:59, por: CdB

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, disse nesta manhã, no Senado, que o Brasil tem as melhores condições no mundo para superar a atual crise econômica internacional. O ministro ponderou, no entanto, que o país precisa fortalecer a indústria nacional para enfrentar a disputa “predatória” com os produtos estrangeiros. “Há uma crise internacional, mas não haverá outro país que melhor poderá sair dela do que o nosso. Não faço essa avaliação com otimismo exagerado, mas pela simples analise dos dados que temos”, destacou. Segundo o ministro, essa condição brasileira para superar os efeitos da crise decorre do sucesso da aplicação da política fiscal. “Somos um dos poucos países do G20 com déficit nominal abaixo de 2% [do Produto Interno Bruto]. Há cinco ou seis países do mundo que têm esse emblema para mostrar”, destacou. “Temos responsabilidade fiscal acima da média dos outros países”, completou Pimentel. Para aumentar a competitividade e a produtividade da indústria nacional, Pimentel disse que o governo pretende atuar, dentro das ações do Plano Brasil Maior, em três pontos principais: inovação – aumentando a participação da ciência e tecnologia na produção –; tratamento adequado à produção local e, por último, com uma política de defesa comercial. “Estamos preparados, mas estarmos preparados não significa que a solução está dada. Vamos ter que buscar solução para os desafios que estão colocados. Toda a solução econômica passa por uma instância política e uma negociação política”, argumentou o ministro.

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