O mercado do crédito de carbono poderá movimentar 30 bilhões de euros até o fim de 2007 (cerca de R$ 75 bilhões) e o Brasil poderá ser responsável por cerca de 11% deste total. Até julho de 2007, dos 738 projetos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL) registrados no mundo, 104 estavam no Brasil. Os dados constam em um estudo da empresa internacional de consultoria e inteligência de mercado, Frost & Sullivan.
De acordo com o analista da Frost & Sullivan, Jorge De Rosa, este volume comercializado poderá representar uma redução de 17 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) por ano. A Região Sudeste do País é responsável pelo maior número de projetos MDL, principalmente Minas Gerais e São Paulo.
— No momento as áreas com maior destaque para o desenvolvimento de atividades MDL no Brasil são energia de biomassa, projetos em suinocultura, pequenas centrais hidrelétricas e aterros sanitários —, explica De Rosa.
O MDL é um mecanismo criado para os países reduzirem as emissões de gás carbônico na atmosfera, exigência do Protocolo de Kyoto, retificado por 169 países. De acordo com o estudo, entre 2008 e 2012, o grupo do Anexo 1 (países desenvolvidos que aceitaram reduzir suas emissões), devem reduzir as suas emissões em 5,2% com relação aos níveis de 1990.
Brasil poderá ter 11% do mercado mundial de crédito de carbono
Sexta, 20 de Julho de 2007 às 14:31, por: CdB