Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Brasil pode sofrer novo racionamento de energia em 2007

O Brasil pode sofrer outro racionamento de energia elétrica em 2007, caso o governo não estabeleça ainda este ano as regras para os investimentos em novas centrais. O alerta é da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), com base em um estudo desenvolvido pelo Grupo de Acompanhamento do Setor Elétrico da entidade. (Leia Mais)

Sexta, 23 de Julho de 2004 às 11:55, por: CdB

O Brasil pode sofrer outro racionamento de energia elétrica em 2007, caso o governo não estabeleça ainda este ano as regras para os investimentos em novas centrais. O alerta é da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), com base em um estudo desenvolvido pelo Grupo de Acompanhamento do Setor Elétrico da entidade.

O grupo previu em 1999 que os brasileiros seriam obrigados a economizar luz em 2001 porque os reservatórios de água estavam abaixo do nível e não havia outras fontes de energia para suprir o déficit das hidrelétricas.

O economista Adilson de Oliveira, um dos responsáveis pelo estudo, disse que é preciso considerar também a expectativa do próprio governo para um crescimento sustentado da economia de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) nos próximos dois anos, o que vai exigir a geração de mais quatro mil mw (megawats).

Segundo ele, para evitar o racionamento no segundo semestre de 2007 são necessários investimentos em geração de energia entre US$ 3,5 bilhões e US$ 4 bilhões por ano até 2007.

- Se não houver novos investimentos e se o nível de chuva diminuir no período 2005/2006, o racionamento será da ordem de 7% na região Sudeste e de 10% na região Nordeste. Já se o período crítico da falta de chuva ocorrer entre 2006/2007, o racionamento no Sudeste será de 12% e no Nordeste de 17% - antecipou o economista.

Para Adilson de Oliveira, as novas regras têm que ser anunciadas pela ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, o mais rápido possível para que os investidores saibam exatamente como o empreendimento vai operar e qual será sua possível rentabilidade.

Ele lembrou, ainda, que há urgência na definição das regras porque os projetos são de longa maturação. O prazo para a conclusão de uma termelétrica é de três anos e de construção de uma hidrelétrica é de cinco anos.

- É necessário que as incertezas sejam removidas, que os projetos de geração térmica sejam licitados e que seja encontrada uma solução para a retomada dos projetos embargados por exigências de natureza ambiental - concluiu o economista.

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