Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Brasil pode liderar força pacífica no Haiti

Quinta, 08 de Abril de 2004 às 21:43, por: CdB

Argentina, Chile e Peru, entre outros países sul-americanos, estariam dispostos a enviar soldados para integrar uma força multinacional de pacificação no Haiti que seria liderada pelo Brasil, informou, na última quinta-feira, em Brasília o ministro da Defesa, José Viegas.

- Vários países sul-americanos, entre eles Argentina, Chile e Peru, manifestaram o interesse de enviar militares para integrar a força de paz das Nações Unidas, e consideraram muito bem-vindo o (possível) comando brasileiro - disse o ministro em entrevista coletiva .

Ele acrescentou que há dez dias esteve no Chile, onde participou de uma reunião de ministros da Defesa da América do Sul, em que vários desses representantes oficiais confirmaram essa disposição, além do apoio à liderança brasileira.

Desde o início de março, o Governo brasileiro manifestou o interesse em comandar a força multilateral para a segunda fase do processo de pacificação no Haiti.

Auspiciados pela ONU, militares do Canadá, Chile, Estados Unidos e França fazem parte de um grupo militar de estabilização enviado à ilha caribenha no início desse mês.

Essa medida foi tomada pelos membros de Conselho de Segurança das Nações Unidas como forma de atenuar os graves conflitos internos ocorridos no Haiti nos últimos meses.

Esses enfrentamentos culminaram com a renúncia do presidente Jean Bertrand Aristide no final de fevereiro.

- Estamos preparando um contingente de 1.470 homens para colocar em posições de comando de uma força multinacional -  destacou Viegas, que mencionou um número que supera em 370 soldados a quantidade de militares inicialmente prevista por seu governo.

O ministro ressaltou que 'a participação do Brasil em uma missão de paz no Haiti é altamente honrosa para o país', que recebeu incentivo da ONU, França e dos Estados Unidos para que assuma esse comando.

Viegas comentou que o Executivo brasileiro aguarda que o Conselho oficialize o possível pedido para que os brasileiros tomem as providências necessárias para assumir o posto.

Viegas acredita que 'dentro de duas semanas' é possível que as Nações Unidas se manifestem, já que a segunda etapa deve começar em junho e os soldados brasileiros teriam que embarcar no final de maio.

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