Rio de Janeiro, 15 de Agosto de 2026

Brasil pode lançar satélite ainda no governo Lula

Quinta, 04 de Setembro de 2003 às 09:48, por: CdB

O ministro da Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral, afirmou nesta quinta-feira que o Brasil pode lançar o sexto satélite em no máximo três anos, ainda no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Ele explicou que o País tem cinco satélites: dois são coletores de dados, dois são de telecomunicações e um de imageamento. Segundo o ministro, o sexto satélite a ser lançado será o segundo de imageamento.

Amaral explicou que os satélites chamados imageadores permitem, entre outras coisas, acompanhar o meio ambiente e realizar pesquisas meteorológicas, promover a vigilância das fronteiras e do litoral, o sistema de comunicações, a segurança na aviação, acompanhar o uso dos solos e o desmatamento da Amazônia.
Atualmente, de acordo com o ministro, o Brasil não tem imagens da Amazônia, e a alternativa encontrada foi negociar o aluguel de imagens de um satélite francês até o lançamento do satélite brasileiro.

Ministro fala sobre explosão de satélite

Ao prestar esclarecimentos em audiência pública no Senado sobre o acidente na Base de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, onde um foguete explodiu causando 21 mortes, o ministro da Defesa, José Viegas Filho, afirmou que os trabalhos que estavam sendo realizados no momento do acidente não eram de natureza perigosa.

Das imagens gravadas, afirmou, pode-se verificar que houve a ignição intempestiva de um dos motores no primeiro estágio do veículo, provavelmente ocasionado por corrente elétrica com amperagem suficiente para ignição dos propulsores.

As investigações, acrescentou, serão realizadas em 30 dias, inclusive com ensaios para simular as causas prováveis do acidente. Segundo Viegas, até o momento não foi detectado nenhum erro maior de operação das equipes.

O acidente, destacou o ministro, pode ser considerado o pior dano que poderia ser esperado na falha de um veículo do porte do VLS 1. Viegas acrescentou que, provavelmente, mudanças no sistema de segurança serão adotadas após as conclusões das investigações.

O ministro reiterou a disposição do governo de perseverar na construção do programa espacial, para fomentar e assegurar a autonomia do Brasil nessa área de desenvolvimento científico e técnico de "inegável importância estratégica e também comercial".

Sabotagem é descartada

O comandante da Aeronáutica, tenente-coronel Luiz Carlos da Silva Bueno, disse aos senadores que a hipótese de sabotagem na Base de Lançamento de Alcântara (MA) é a última que será trabalhada, uma vez que, segundo ele, tudo indica que o que houve foi um acidente.

Bueno ressaltou que não houve qualquer intenção de impedir o acesso da imprensa às informações sobre o acidente. Num primeiro momento, esclareceu, foi preciso preservar as pistas. Imediatamente após o acidente, acrescentou, o comando da Aeronáutica divulgou uma nota, informando sobre o acidente e as possibilidades de mortes.

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