Secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Fortes reuniu-se, nesta quinta-feira em Buenos Aires, com o secretário da Indústria argentino, Alberto Dumont, para discutir o impasse comercial entre os dois países. Desde a semana passada a Argentina decidiu impor cotas para as importações de eletrodomésticos brasileiros. Fortes é o coordenador brasileiro do grupo de monitoramento do Mercosul.
Na noite desta quarta, os empresários dos dois países começaram a negociar uma solução para evitar as medidas que restringem o comércio no setor de eletroeletrônicos. Um encontro entre os ministros Luiz Fernando Furlan e o ministro argentino da Economia também deve ocorrer na semana que vem em local ainda não definido.
As restrições são para a linha branca (fogões, geladeiras e máquinas de lavar). Além desses produtos, o governo argentino taxou em 21% os aparelhos de televisão produzidos na Zona Franca de Manaus e importados pelo país vizinho e ameaçaram limitar o tráfego de caminhões brasileiros em solo argentino com destino ao Chile, pela rodovia que tem a melhor condição de acesso.
Atualmente, a Argentina é o nosso segundo parceiro comercial. A corrente de comércio nos cinco primeiros meses do ano ficou em US$ 4,697 bilhões. O Brasil levou vantagem de US$ 551 milhões, exportando US$ 2,624 bilhões e comprando dos argentinos US$ 2,073 bilhões.