Rio de Janeiro, 21 de Março de 2026

Brasil: natação se destaca nos Jogos Parapan-Americanos

O Brasil exibiu mais uma vez a hegemonia que tem na natação nas competições dos Jogos Parapan-Americanos de Toronto. Entre as conquistas no Centro Aquático, os atletas protagonizaram uma dobradinha nos 400m livre S9 e um repeteco do ouro de Guadalajara-2011 no revezamento misto 4x50m livre 20 pontos.

Segunda, 10 de Agosto de 2015 às 11:19, por: CdB
Por Redação, com ACS - de Toronto, Canadá: O Brasil exibiu mais uma vez a hegemonia que tem na natação nas competições dos Jogos Parapan-Americanos de Toronto. Entre as conquistas no Centro Aquático, os atletas protagonizaram uma dobradinha nos 400m livre S9 e um repeteco do ouro de Guadalajara-2011 no revezamento misto 4x50m livre 20 pontos. Das 15 provas que valiam pódio, o Brasil ganhou medalhas em nove, batendo recordes e se mantendo na liderança dos Jogos.  
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O Brasil exibiu mais uma vez a hegemonia que tem na natação nas competições dos Jogos Parapan-Americanos de Toronto
- A prova foi muito dolorida, mas muito boa. Sem dúvida, dedico este ouro ao meu treinador e a toda a estrutura que temos à disposição. Fiz um treinamento que fez toda a diferença nos resultados. A competição está só começando e vamos para cima de todo mundo - adiantou Ruiter Silva, campeão nos 400m livre S9, prova que ainda deu a prata a Vanilton Nascimento. Revezamento O quarteto formado por Joana Neves, Estefhany Rodrigues, Daniel Dias e Clodoaldo Silva assegurou o ouro ao País no revezamento misto 4x50m livre 20 pontos. “Vamos batalhar para garantir que no Rio tenhamos novamente uma grande conquista. Em 2016 teremos este mesmo revezamento e esta é uma fórmula que tem dado certo. Estamos treinando cada vez mais para garantir medalhas”, contou o multimedalhista Daniel Dias, que no domingo chegou ao seu 21º ouro no torneio continental. Se para ele o topo do pódio já não é uma grande surpresa, Camille Rodrigues comemorou bastante o resultado que conseguiu na piscina, ao melhorar o tempo nos 400m livre S9 em sete segundos, em relação ao que vinha treinando. “Me sinto muito feliz em ser campeã parapan-americana. Eu esperava a prata, mas fui pra cima e fiz exatamente o que tínhamos planejado. Acabei me saindo muito melhor”, festejou. Os três bronzes do dia foram para Francisco Avelino, nos 100m peito SB4, Cecilia Araújo, nos 50m livre S8, e Estefhany Rodrigues, nos 100m peito SB5. Dia de recordes Caio Amorim nadou os 400m livre S8 e faturou o ouro com direito a recorde parapan-americano. "Esta prova, com este tempo, teria dado medalha em Glasgow (mundial da modalidade)”, analisou o nadador, que bateu em 4min25seg10. No sábado, o atleta tinha sido desclassificado. “Isso ficou na minha cabeça, mas, graças aos meus amigos e à família, consegui descansar e chegar com muita vontade para me redimir. Agora estou na briga por medalhas para 2016”, completou. O dia em Toronto ainda registrou a quebra dos recordes das Américas com Paloma Sampaio, nos 100m peito SB5 (1min59seg32); Roberto Alcalde, nos 100m peito SB5 (1min35seg47); e Raquel Viel, nos 100m costas S13 (1min16seg33). “Em 2011 eu fiquei muito perto da medalha, mas foi um ano ruim para mim. Esta é a primeira vez que consigo medalha no Parapan e é uma felicidade muito grande. É uma barreira que se quebra”, comentou Roberto Alcalde. De olho em 2016 O Parapan de Toronto está evidenciando a força do Brasil na natação, já com foco nas Paralimpíadas do Rio 2016. A modalidade terá um papel crucial para que o País cumpra a meta de terminar os Jogos do ano que vem entre os cinco primeiros no quadro geral de medalhas. Assim, o governo federal tem investido na preparação dos nadadores por meio dos programas como o Bolsa-Atleta e Bolsa Pódio e também de convênios firmados com o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). - Sou atleta do Bolsa Pódio e agora vivo, finalmente, do esporte, me dedicando 100% à natação. Com o benefício, me sinto muito bem assessorado e tenho que me preocupar somente em nadar - disse Roberto. Todos os 28 atletas que disputaram medalhas neste domingo são contemplados com algum dos programas. No total, 241 nadadores do Brasil são beneficiados por um investimento que totaliza R$ 5.942.025. Além dos programas de apoio direto aos atletas, o Ministério do Esporte firmou um convênio com o CPB no valor de R$ 1,8 milhão para a participação do Brasil no Parapan. Outros dois são destinados à preparação para os Jogos Rio 2016 e chegam a R$ 40 milhões. Desde 2010, foram celebrados 16 convênios com o CPB que, somados, chegam a R$ 62,8 milhões. - A Bolsa-Atleta ajuda bastante. A gente usa o dinheiro para investir no esporte e em treinamentos. Qualquer valor financeiro faz a diferença. Ser atleta não é fácil, pois temos muitos gastos e o ministério dá essa ajuda necessária - afirmou Camille Rodrigues, que se diz confiante para as Paralimpíadas. “Com o ouro de hoje e o tempo que fiz, vejo mais o Rio 2016 do que via anteriormente”, concluiu.
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