Assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, informou nesta quarta-feira que o Brasil não deverá intervir no contencioso entre a Venezuela e os países Colômbia e Peru. A crise foi motivada pela ameaça do presidente venezuelano, Hugo Chávez, de deixar a Comunidade Andina de Nações em protesto ao acordo de livre comércio firmado pela Colômbia e pelo Peru com os Estados Unidos. O bloco é formado por Venezuela, Bolívia, Peru, Colômbia e Equador.
- Peru e Colômbia tomaram essas decisões (de fazer acordos bilaterais com os EUA), são países soberanos e têm governos legítimos. Portanto, não somos nós que vamos dizer o que o Peru, a Argentina, a Bolívia, a Venezuela devem fazer. Cada país sabe exatamente e tem os instrumentos de decisão - disse Marco Aurélio.
Na tarde dessa terça-feira, em encontro com o presidente Lula em Brasília, o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, havia pedido que o Brasil intercedesse por seu país na crise enfrentada pela Comunidade Andina de Nações. Marco Aurélio Garcia conversou com a imprensa após o encontro, em São Paulo, de Lula com o presidente argentino, Néstor Kirchner, nesta terça. A pauta da reunião incluía disputas comerciais entre os países do Mercosul e questões energéticas, principalmente o intercâmbio de energia elétrica entre os dois países.
Nesta quarta, foi a vez do presidente venezuelano, Hugo Chavez, encontrar-se com Lula, em São Paulo. Os presidentes debateram, além do contencioso entre os países sul-americanos, a construção de um gasoduto que percorrerá os três países.