Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Brasil não pretende mudar posição contra as eleições em Honduras

Sexta, 04 de Dezembro de 2009 às 09:05, por: CdB

Assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia afirmou que o Brasil vai manter a posição de desconsiderar as eleições realizadas no último domingo em Honduras, apesar de a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, adiantar que a diplomacia brasileira avalia a situação naquele país centro-americano após a escolha de um novo presidente. Em Berlim, na Alemanha, ele disse ainda que as negociações sobre o futuro do país devem se retomadas pela Organização dos Estados Americanos (OEA).

A Organização anuncia, nas próximas horas, após sessão extraordinária, a posição que vai adotar sobre as eleições em Honduras e a decisão do Congresso Nacional do país de rejeitar a restituição do presidente deposto, Manuel Zelaya. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus assessores diretos afirmam que reconhecer as eleições hondurenhas é legitimar a ação do golpe de Estado ocorrido no dia 28 de junho, quando Zelaya foi deposto.

Em entrevista à Agência Brasileira de Notícias (ABr), Garcia afirmou na véspera que o governo brasileiro não faz questionamentos sobre assuntos como fraudes e representatividade durante o pleito em Honduras e que o não reconhecimento das eleições é uma posição compartilhada por países importantes da América do Sul.

Ao comentar o programa nuclear iraniano e o tratamento diferenciado em relação ao assunto por parte do governo brasileiro e da comunidade internacional, Garcia reforçou que o apoio ao país se aplica apenas ao enriquecimento de urânio para fins pacíficos.

– O Irã, como o Brasil e qualquer outro país, tem direito a isso. Mas queremos que ele se submeta estritamente à supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica. Quanto mais se isola, mais se provoca radicalismo da parte desse país na defesa de suas posições – disse, ao destacar que não é um bom procedimento isolar país.

Durante visita à Alemanha, o presidente Lula apelou para que a comunidade internacional mantenha as negociações com o Irã. A reação ocorreu logo depois de a chanceler alemã, Angela Merkel, afirmar que há possibilidades de se “perder a paciência” com o governo iraniano em decorrência de suas posições.

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