Rio de Janeiro, 15 de Setembro de 2026

Brasil melhora cinco pontos no ranking da corrupção, mas ainda é sofrível

O Brasil galgou a 75ª posição num ranking sobre percepção de corrupção divulgado nesta terça-feira pela organização não-governamental Transparência Internacional. (Leia Mais)

Terça, 17 de Novembro de 2009 às 10:39, por: CdB

O Brasil galgou a 75ª posição num ranking sobre percepção de corrupção divulgado nesta terça-feira pela organização não-governamental Transparência Internacional. A lista, de 180 países, traz em 1º lugar a Nova Zelândia, país considerado o menos corrupto do mundo. O estudo sobre a percepção de corrupção dos países deu nota 3,7 ao Brasil, o que ainda indica altos níveis de corrupção, segundo a pesquisa.

As notas atribuídas pela Transparência vão de 0 (países vistos como muito corruptos) a 10 (considerados pouco corruptos), com base em análises de especialistas e líderes empresariais de pelo menos dez instituições, entre elas Banco Mundial, Economist Intelligence Unit e Fórum Econômico Mundial. Em relação ao estudo divulgado pela Transparência Internacional no ano passado, o Brasil subiu cinco posições no ranking. Em 2008, o Brasil teve nota 3,2 segundo a ONG.

"Entre os nove países que não conseguiram superar a nota cinco estão Brasil, Peru, Colômbia e México, economias importantes na região que deveriam se tornar fortalezas anticorrupção, mas têm sido atingidos por escândalos envolvendo impunidade, propinas, corrupção política", afirma o relatório regional para as Américas da ONG.

Entre os países das Américas, o Brasil ficou com 12ª posição, ao lado de Peru, Colômbia e Suriname. O Canadá é o país com menor percepção de corrupção na região, com nota 8,5, à frente dos EUA, que aparecem com 7,5, ao mesmo tempo que o Haiti, país mais pobre das Américas, é o pior colocado no ranking regional. No ranking geral, a Nova Zelândia (com nota 9,4) é vista como país menos corrupto, e a Somália (nota 1,1) é a nação com maior percepção de corrupção, de acordo com a Transparência.

Ano passado, entre os países europeus, a Dinamarca recebeu a melhor avaliação da ONG, com a nota 9,3, segudo pela Suécia, Finlândia e Holanda. Na outra ponta da lista, entre os países mais corruptos da Europa, apareceram a Grécia, a Bulgária e a Romênia, todos com a nota 3,8, logo acima da avaliação para o Brasil. A Itália vem logo em seguida, com um índice considerado alto para os padrões do Velho Continente, registrando piora significativa em relação ao ano passado. Os italianos ficaram atrás de poloneses e lituanos, na mesma faixa da Turquia e de Cuba.

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