Rio de Janeiro, 21 de Abril de 2026

Brasil manterá soldados no Haiti por tempo indeterminado

O Brasil manterá os soldados da missão de paz das Nações Unidas no Haiti até o governo haitiano considerar necessário, disse Lula em seu programa de rádio, Café com o presidente, nesta segunda-feira. (Leia Mais)

Segunda, 13 de Março de 2006 às 07:34, por: CdB

O Brasil manterá os soldados da missão de paz das Nações Unidas no Haiti até o governo haitiano considerar necessário, disse Lula em seu programa de rádio, Café com o presidente, na manhã desta segunda-feira.

- Nós estamos subordinados à orientação da ONU (Organização das Nações Unidas), estamos subordinados à vontade soberana do povo do Haiti, do governo do Haiti. Quando eles disserem "não queremos mais", nós, com a consciência tranqüila, retornaremos ao Brasil com a consciência do dever cumprido - afirmou.

Lula relatou o encontro que teve com o presidente eleito do Haiti, René Preval, que esteve no Brasil na semana passada e acompanhou Lula na posse da nova presidente do Chile, Michelle Bachelet. De acordo com o presidente, Preval afirmou que a permanência das tropas de paz em seu país é essencial para garantir a segurança.

- Ele me disse, textualmente, que as tropas que estão lá, representando as Nações Unidas, só deveriam sair de lá quando ele conseguir montar a estrutura policial do país porque não pode ficar um vazio - relatou.

Em fevereiro deste ano, o Conselho de Segurança das Nações Unidas prorrogou, por seis meses, a continuidade das tropas de paz no Haiti, o que coincide com o início do governo de Preval.

Democracia

A posse da nova presidente do Chile, Michelle Bachelet, é um sinal de que a democracia política está se consolidando na América do Sul. A avaliação foi do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em seu programa rádio. Ele participou da cerimônia de posse de Bachelet no último sábado em Valparaiso.

- A democracia política está com as suas raízes mais sólidas porque as instituições estão funcionando bem em todos os países. A democracia social vai depender ainda do pagamento que todos nós temos que fazer para atender as demandas sociais, que são muito grandes em toda a América Latina, em toda a América do Sul - afirmou.

Lula lembrou ainda a história de Bachelet, que foi perseguida e teve o pai assassinado durante a ditadura de Augusto Pinochet.

- Ela (Michelle Bachelet) não tem ressentimento. Ela foi ministra da Defesa, da Saúde e demonstrou na sua vida política que tem tolerância para tentar construir o futuro, ao invés de ficar apenas remoendo o passado - disse.

O presidente ressaltou que sua participação na posse de Bachelet foi também uma forma de agradecer o povo chileno por ter recebido brasileiros exilados do país no regime militar.

- A minha ida ao Chile para participar da posse da presidente Michelle Bachelet é, na verdade, um compromisso de gratidão com o povo chileno pelo que ele fez pelo Brasil, pelo que ele fez conosco quando acolheu brasileiros perseguidos aqui no tempo do regime militar. Nós também acolhemos aqui muitos chilenos na época do Pinochet.

Michelle Bachelet é a primeira mulher eleita para assumir a presidência do Chile e a 11ª a governar um país no mundo. Ela é socialista da frente partidária Concertación e venceu em segundo turno, no dia 15 de janeiro, o empresário Sebastian Piñera, da coalização de centro-direita Alianza por Chile.

Ingleses

O governo brasileiro quer atrair mais investimentos ingleses. Esse foi um dos temas da visita de Estado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Reino Unido na semana passada, disse ele no programa Café com o Presidente. Lula contou que nos encontros com os empresários e com autoridades do governo britânico mostrou que o Brasil tem muitas oportunidades de investimento, como obras de infra-estrutura de transporte e produção de biodiesel.

- Nós convidamos os ingleses para serem parceiros nossos na construção de uma nova etapa do desenvolvimento brasileiro e uma nova etapa dos investimentos ingleses - disse.

Na visita, Lula pediu que os ingleses voltem a investir no Brasil e em outros países da América do Sul, como fizeram no século 19. O presidente se reuniu com deputados da oposiçã

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