Rio de Janeiro, 22 de Maio de 2026

Brasil joga pela classificação contra a Argentina

O técnico da seleção brasileira, Carlos Alberto Parreira, está satisfeito com a atual situação da equipe nas eliminatórias para a Copa de 2006, após o sufoco para se garantir no último Mundial. O Brasil está apenas um ponto atrás da líder Argentina, e precisando apenas de mais uma vitória para carimbar seu passaporte à Alemanha. A equipe ainda fará duas partidas em casa no torneio, contra Chile e Venezuela. (Leia Mais)

Quarta, 08 de Junho de 2005 às 08:16, por: CdB

Quando o técnico Carlos Alberto Parreira afirmou após a goleada por 4 x 1 sobre o Paraguai que a partida entre Brasil e Argentina seria um "amistoso se luxo", muitos acusaram o treinador de minimizar a importância de um clássico do futebol mundial.

Porém a frase reflete exatamente o alívio de Parreira com a atual situação da equipe nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006, após todo o sufoco para se garantir no último Mundial.

Sem experiência no modelo de pontos corridos com todas as seleções se enfrentando em duas partidas, já que não precisou disputar o torneio classificatório para a Copa de 1998 por ter conquistado o título em 1994, os brasileiros viram a Argentina disparar na ponta da competição e ainda chegaram atrás do Equador, ficando apenas com a terceira colocação.

Desta vez, com quatro rodadas restando para o termino da competição, o Brasil está apenas um ponto atrás da líder Argentina, e precisando apenas de mais uma vitória para carimbar seu passaporte à Alemanha. A equipe ainda fará duas partidas em casa no torneio, contra Chile e Venezuela.

Na última eliminatória, quando precisou de quatro treinadores diferentes para conseguir a vaga -- Vanderlei Luxemburgo, Candinho, Emerson Leão e Luís Felipe Scolari - a classificação veio apenas na última partida, com uma vitória por 3 x 0 sobre os venezuelanos, em São Luís.

- Na última eliminatória, o jogo contra a Argentina foi uma guerra porque era muito importante para a gente ganhar a partida. Havia muita pressão - disse o treinador, lembrando da partida em 2001 em que o Brasil acabou derrotado por 2 x 1, em Buenos Aires.

- Agora, por sua competência e qualidade, Brasil e Argentina chegaram praticamente classificados, então não tem a pressão de ganhar para se classificar ao Mundial, por isso é diferente - declarou. 

Nesta terça-feira, a seleção brasileira fez seu último treino antes da partida de amanhã, no estádio Monumental de Nuñez, que classificará matematicamente seu vencedor à Copa.

Os brasileiros realizaram apenas uma atividade recreativa no gramado do estádio, sem nenhuma novidade. A equipe esta escalada com Dida, Cafu, Roque Junior, Juan e Roberto Carlos; Emerson, Zé Roberto, Kaká e Ronaldinho; Robinho e Adriano.

Pelo lado argentino, o técnico José Pekermán ainda tem algumas dúvidas na escalação do time, especialmente quanto ao parceiro de Hernán Crespo no ataque. Carlos Tévez, Javier Saviola e César Delgado disputam a posição.

A grande estrela da equipe será o meia Juan Román Riquelme, que terá o apoio no meio de Javier Mascherano, possível reforço do Corinthians para o segundo semestre deste ano.

- O que posso dizer é que a Argentina sempre se prepara da melhor forma para enfrentar o Brasil. Nós gostamos de jogar contra os melhores - disse Pekermán na preparação para a partida.

Apesar de nenhuma movimentação clara até o momento, a torcida argentina deve levar ao estádio cartazes demonstrando sua insatisfação com o incidente entre o atacante Grafite e o argentino Desábato, que resultou na prisão do zagueiro por uma noite, em São Paulo, no mês de abril, sob a acusação de racismo.

Todos os 48 mil ingressos colocados à venda foram vendidos, incluindo os dois mil separados aos brasileiros.

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