Rio de Janeiro, 07 de Outubro de 2026

Brasil foi único país onde a VW conseguiu ampliar suas vendas

Quarta, 11 de Fevereiro de 2009 às 08:20, por: CdB

Maior montadora de automóveis da Alemanha, a Volkswagen vendeu, em janeiro deste ano, 382 mil veículos em todo o mundo. O número é 21,3% menor do que no mesmo período de 2008, devido à queda da demanda provocada pela crise econômica. O Brasil foi o único mercado entre os principais da empresa em que suas vendas cresceram a comparação, em 1,3%. Em sua marca principal, as vendas caíram menos, em 14,1% em relação ao mesmo mês do ano passado, e ficaram em 246.700 veículos.

No mercado brasileiro, a indústria alemã encontrou um ambiente positivo em meio à crise econômica internacional. O Brasil foi o único país onde a Volks vendeu na casa das dezenas de milhares de veículos e registrar crescimento de 1,3%, em relação a janeiro de 2008, com as vendas chegando a 47,6 mil unidades.

O diretor de vendas da maior fabricante automobilística da Europa, Detlef Wittig, disse que "em mercados importantes pudemos aumentar nossa fração de mercado". No entanto, ele admitiu que o retrocesso geral do mercado automobilístico em janeiro mostra que uma melhora da crise econômica vai demorar. A fração de mercado da Volkswagen na Alemanha subiu de 32,2% em janeiro de 2008 para 32,9% em janeiro de 2009, embora tenha vendido 17,7% veículos a menos.

A Volks também aumentou suas participações nos mercados da Europa Ocidental (de 18,7% para 20,1%) e nos Estados Unidos (de 2% para 2,7%), na mesma comparação. Da mesma forma, nos EUA, embora sua fatia de mercado tenha aumentado, as vendas também caíram, em 17,3%, ficando em 17,6 mil veículos.

Demissões

Na França, o panorama junto ao setor automobilístico também é sombrio. O grupo francês PSA Peugeot Citroën prevê a demissão voluntária de mais 11 mil funcionários da empresa neste ano, conforme anunciou a diretora-financeira da companhia, Isabel Marey-Semper. O grupo também divulgou um prejuízo 343 milhões de euros em 2008.

– Esperamos que mais de 11 mil pessoas deixem o grupo em 2009, dentro das demissões voluntárias – afirmou a diretora, na apresentação dos resultados à imprensa. O quadro de funcionários do grupo no mundo todo tinha cerca de 208 mil pessoas em 2007.

A empresa reiterou que não haverá demissões forçadas nem o fechamento de unidades na França em 2009, condição que o presidente da França, Nicolas Sarkozy, juntou a seu plano de apoio ao setor, que contempla ajudas diretas do Estado no valor de cerca de US$ 8,5 bilhões. A saída de cerca de 11 mil funcionários da firma ficará completa em 2010, disse Marey-Semper.

O grupo mantém a hipótese de uma nova retirada, de cerca de 20%, dos mercados automobilísticos na Europa Ocidental em 2009 e um mercado estável em 2010, afirmou, em comunicado, o presidente do grupo, Christian Streiff, que acrescentou que "o primeiro semestre de 2009 será particularmente difícil". Em dezembro do ano passado, a PSA Peugeot Citroën já tinha anunciado um plano de saídas voluntárias para aproximadamente 3.500 funcionários, enquanto o fabricante de autopeças Faurecia, do qual a PSA é acionista, tinha feito o mesmo com um plano que afeta 1.215 mil trabalhadores na França entre 2009 e 2011.

Tags:
Edições digital e impressa