Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Brasil está preparado para mexida nos juros dos EUA, diz Tombini

Sábado, 11 de Outubro de 2014 às 15:57, por: CdB
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Tombini está confiante que a economia brasileira enfrentará bem o fim do quantitative easing dos EUA
O Brasil espera ver uma maior volatilidade em sua economia quando os Estados Unidos começarem a aumentar as taxas de juros, disse o presidente do Banco Central brasileiro, Alexandre Tombini, neste sábado. O Brasil vem se preparando para o movimento do Fed, Banco Central norte-americano, por acumular US$ 380 bilhões em reservas monetárias e por manter uma moeda flutuante, disse Tombini em reunião do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, em Washington. – Com o aperto monetário, esperamos ver níveis mais elevados de volatilidade do que no passado. O Brasil vem se preparando para isso – afirmou Tombini. Os mercados emergentes, incluindo o Brasil, se beneficiaram de uma enxurrada de dinheiro de economias mais desenvolvidas do mundo, que reduziram as taxas de juros para impulsionar os gastos dos consumidores e sair da crise financeira de 2007-2009. Com a expectativa do Fed de começar a elevar as taxas de juros que estão muito baixas no próximo ano, há preocupações desses fluxos reverterem drasticamente, prejudicando o investimento e desvalorizando moedas de mercados emergentes. A economia do Brasil caiu em recessão neste ano e sua taxa de inflação atingiu uma máxima de três anos em setembro, elevando-se acima da meta oficial do Banco Central de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais. Ainda assim, o Banco Central espera que o aumento recente das taxas de juros brasileiras contenham a inflação e diz estar pronto para tomar novas medidas para resolver o problema, se necessário, disse Tombini. – A situação da inflação está sob controle. Nós não vamos ser complacentes. Se necessário, nós sabemos como agir para lidar com essas pressões – disse Tombini.
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