Rio de Janeiro, 09 de Outubro de 2026

Brasil está preparado para enfrentar as turbulências externas, garante Dilma

A presidente Dilma Rousseff disse nesta sexta-feira que o Brasil tem mais condições de enfrentar a atual crise econômica internacional do que tinha à época da crise de 2008. As declarações de Dilma foram feitas durante lançamento de programa de inclusão produtiva estadual em Salvador, nesta manhã.

Sexta, 05 de Agosto de 2011 às 18:20, por: CdB
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A presidenta Dilma Rousseff disse nesta sexta-feira que o Brasil tem mais condições de enfrentar a atual crise econômica internacional do que tinha à época da crise de 2008. As declarações de Dilma foram feitas durante lançamento de programa de inclusão produtiva estadual em Salvador, nesta manhã. Ela recebeu, na véspera, a íntegra da palestra realizada por Luciano Coutinho, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o alerta sobre a situação da crise do capitalismo internacional, que poderá paralisar o crédito internacional. "Estamos à beira de uma situação que pode replicar um duplo mergulho, embora diferente, e paralisar o crédito internacional", escreveu Coutinho, referindo-se à possibilidade de nova recessão global. Turbulência Ministro da Fazenda, Guido Mantega, adiantara à presidenta, em reunião na tarde desta quinta-feira, que espera por uma melhora na situação dos mercados internacionais nos próximos dias. E concordou com a presidenta quanto ao Brasil estar preparado para enfrentar a turbulência. – Houve um agravamento da situação internacional, que tem atingido as bolsas do mundo todo, inclusive aqui no Brasil. Isso reflete o enfraquecimento dos Estados Unidos e a situação europeia, que não está sendo resolvida. Espero que não continue esse agravamento, que ele cesse nos próximos dias. Mas, caso haja um agravamento da crise mundial, o Brasil nunca esteve tão bem preparado para enfrentar as consequências dessa crise, ou de uma nova crise – disse Mantega. Mantega afirmou ainda que não acredita em um "overshooting" do dólar, que subia nesta tarde, ante o real, descolado do movimento das moedas no mercado externo, mas a alta não era acentuada e o ativo pouco reagiu à virada nas bolsas de valores observada ao longo do dia. Por volta das 11h50, a moeda americana subia 0,31% ante o real, cotada a R$ 1,584 na compra e a R$ 1,586 na venda. Na mínima, foi a R$ 1,575, e, na máxima, a R$ 1,590. No mercado futuro, o contrato de setembro negociado na BM&FBovespa operava na direção oposta e recuava 0,12%, a R$ 1,597.
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