Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Brasil e Venezuela farão mapeamento de recursos minerais

Segunda, 28 de Fevereiro de 2005 às 13:21, por: CdB

Representantes do Brasil e da Venezuela vão se reunir em Caracas na quarta-feira para planejarem um mapeamento conjunto de recursos minerais em áreas fronteiriças entre os dois países, disse o presidente do Serviço Geológico do Brasil (SBG), Agamenon Dantas.

- A meta não é apenas abrirmos áreas para exploração mineral por investimentos de companhias, mas também identificarmos áreas de vulnerabilidade ambiental e recursos hídricos - disse Dantas à Reuters.

A reunião desta semana acontece após um acordo para esforços conjuntos de mapeamento geológico assinado pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez em Caracas, em 14 de fevereiro.

- O encontro com o instituto venezuelano de geologia e mineração deve estabelecer a escala de mapeamento a ser executada nos próximos quatro, cinco anos - completou o presidente do SGB.

A fronteira entre Venezuela e Brasil se estende por 1.495 quilômetros na parte superior da bacia Amazônica e é descrita por Dantas como sendo de difícil acesso. Ainda não foi decidido a quantos quilômetros da fronteira haverá mapeamento em cada país.

- A fronteira ainda não foi mapeada e é considerada de grande potencial para vários recursos minerais, incluindo ouro e diamantes - afirmou Dantas.

- Ela inclui áreas indígenas e parques nacionais, onde a mineração atualmente é proibida.

O Congresso está considerando uma lei que abra áreas indígenas à mineração feita por empresas ou garimpeiros de cooperativas. Todos eles teriam certas restrições em seu trabalho, disse Dantas.

- Além disso, a atual proibição para empresas estrangeiras atuarem em minas em áreas a 150 quilômetros de uma fronteira podem também serem revistas - afirmou Dantas.

- Consideramos o acordo como uma extensão do trabalho de mapeamento que foi retomado no Brasil em 2004, depois de uma parada de 18 anos, para apoiar o desenvolvimento do setor mineral - acrescentou.

O SGB investiu 25 milhões de reais no mapeamento aéreo do Brasil em 2004 e deve gastar 60 milhões de reais no mapeamento da região de fronteira com a Venezuela em 2005. O volume de recursos que será aplicado na iniciativa conjunta pelos dois países será discutido na reunião desta semana, disse Dantas.

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