Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Brasil e Uruguai passam a dividir produção de parque eólico

Sábado, 28 de Fevereiro de 2015 às 15:21, por: CdB
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Dilma e Mujica visitam o parque eólico no Uruguai
A brasileira Eletrobras e a empresa estatal de energia uruguaia UTE inauguraram neste sábado um parque eólico que custou investimentos de US$ 100 milhões, visando abastecer as redes elétricas de ambos os países. O empreendimento "Artilleros", em Colônia, a 130 quilômetros de Montevidéu, tem 31 aerogeradores de 90 metros de altura, com capacidade de produzir 65 megawatts cada um. – Vai beneficiar o Brasil e o Uruguai. Trata-se da integração do sistema elétrico dos dois países. Vai dar mais segurança para as nossas populações e uma energia de melhor qualidade e mais em conta – disse a presidente brasileira, Dilma Rousseff. Para a construção do parque, UTE e Eletrobras aportaram US$ 15 milhões cada uma e os restantes US$ 70 milhões foram financiados pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina. – É um marco nos esforços de integração, de fazer as coisas em conjunto com os governos da região. Eu acho que é uma caminho que devemos procurar avançar – disse o presidente do Uruguai, José Mujica, que neste domingo passa o poder ao seu companheiro Tabaré Vázquez. Conta salgada A partir desta segunda-feira, os consumidores de energia começarão a sentir os efeitos do chamado “realismo tarifário” proposto pelo governo federal, com revisões extraordinárias que terão um efeito médio nacional de alta de 23,4% nas contas de luz. Aprovadas nesta sexta-feira pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), as revisões atingem 58 distribuidoras do país com índices de até 39,5%. A revisão extraordinária foi definida, principalmente, para custear o repasse de 22,057 bilhões de reais da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e o aumento de cerca de 46% no preço da energia de Itaipu. O valor da CDE, inclusive, foi aprovado também na reunião desta sexta-feira da Aneel e reflete a decisão do Tesouro de não fazer aportes na conta. O valor da revisão varia de empresa para empresa. No caso da Eletropaulo, por exemplo, o aumento médio nas tarifas será de 31,9%, enquanto a Cemig terá elevação de 28,8% e a Light, de 22,5%. O diretor-geral da agência, Romeu Rufino, lembrou que ao longo do ano ainda acontecerão, normalmente, os processos de reajuste tarifário ordinário das empresas, cada um numa data específica. – Mas os reajustes ordinários deste ano tendem a ser menores, já que a revisão absorve parte dos custos – disse. Rufino, porém, não estimou qual deve ser a ordem de grandeza dos reajustes. Bandeiras vermelhas Outro movimento feito pela agência no sentido de repassar para as tarifas os custos reais do setor foi a aprovação também nesta sexta-feira da elevação da cobrança das chamadas “bandeiras tarifárias”, sistema que usa cores para indicar aos consumidores a elevação – e o repasse às tarifas – dos custos da geração de eletricidade. No caso das bandeiras vermelhas, por exemplo, que indicam custos maiores, o repasse para as contas para cada 100 quilowatts-hora (kWh) subiu para R$ 5,50, ante os R$ 3 que estava em vigor desde o início do ano. Para a bandeira amarela, a cobrança adicional para cada 100 kWh subiu de R$ 1,50 para R$ 2,50. Os novos valores começam a valer já na segunda-feira. Para março, inclusive, a Aneel já definiu que continuam valendo as bandeiras vermelhas, em todo o Sistema Interligado Nacional, a exemplo do que já havia ocorrido em janeiro e fevereiro. Segundo a Aneel, as bandeiras não criam um custo a mais para os consumidores, mas apenas antecipam o pagamento de uma variação de custos que já seria repassada, uma vez ao ano, nos reajustes, dando ao consumidor a oportunidade de reagir à pressão de preços, reduzindo seu consumo.
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