Brasil é um dos países com o maior superávit primário, segundo Mantega
O Brasil é um dos países com o maior superávit primário, economia para pagamento de juros da dívida pública, disse nessa terça-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega. “Mesmo em momento de crise, mantivemos um desempenho fiscal satisfatório”, destacou.
Guido Mantega
O Brasil é um dos países com o maior superávit primário, economia para pagamento de juros da dívida pública, disse nessa terça-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega. “Mesmo em momento de crise, mantivemos um desempenho fiscal satisfatório”, destacou.
Nesta terça-feira, Mantega recebeu o secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Angel Gurria, que apresentou um relatório sobre a economia brasileira. No relatório, a OCDE recomenda mais clareza sobre a condução da política fiscal do país.
Em entrevista à imprensa, Mantega acrescentou que nunca houve “manobra fiscal” para fechar as contas públicas. “Foi tudo dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal e da Lei Orçamentária”, disse. Ele acrescentou que, no ano passado, havia dificuldade de fechar as contas e foram vendidos títulos do Fundo Soberano.
Segundo o ministro, algumas operações são difíceis de entender por “não especialistas”. Mas Mantega acrescentou que o governo vai evitar fazer essas operações novamente.
O ministro também argumentou que as despesas do Brasil com a Previdência, com pessoal e com juros estão caindo. “Portanto, podemos dizer que temos um comportamento fiscal inquestionável”, reforçou. O relatório da OCDE será apresentado com mais detalhes.
Arrecadação federal chega a R$ 84 bilhões
O governo federal arrecadou R$ 84,212 bilhões em impostos e contribuições em setembro, resultado recorde para o período. Na comparação com igual mês do ano passado, houve crescimento real (descontada a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA) de 1,71%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pela Receita Federal.
No acumulado do ano até setembro, a arrecadação federal somou R$ 806,446 bilhões, alta de 0,89% na comparação com o mesmo período do ano passado, também descontado o IPCA.
Segundo a Receita, entre os fatores que contribuíram para o resultado da arrecadação, de janeiro a setembro, está a redução de 41,04% no pagamento de ajuste anual do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
A Receita também cita a arrecadação extraordinária, em maio desde ano, de R$ 4 bilhões referente ao PIS, à Cofins, ao IRPJ e à CSLL, devido a depósito judicial e à venda de participação societária.
A Receita destaca ainda as desonerações tributárias e o desempenho de indicadores macroeconômicos que influenciaram a arrecadação.
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