Rio de Janeiro, 06 de Setembro de 2026

Brasil é sétimo colocado em instituições de ensino privadas

Quarta, 27 de Abril de 2005 às 08:19, por: CdB

O Seminário Internacional de Reforma e Avaliação da Educação Superior Tendências - na Europa e na América Latina tem o ojetivo de discutir a  expansão e a massificação da universidade.

Um dos principais temas avliados foi o resultado de uma pesquisa revelando que o Brasil está em sétimo lugar entre as nações do mundo com maior número de instituições de ensino superior privadas e, também, é um dos países da América Latina em que o processo de privatização do ensino superior se deu de forma mais acelerada. Os Estados Unidos ocupam a 20ª posição.

Já na Europa, o efeito de crescimento do ensino superior público, como informaram o presidente da Conaes (Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior) e o coordenador do evento, Hélgio Trindade. Exemplos disso são a Alemanha e a França, que se igualam a casos de países como México e Argentina. Mesmo o México, que adotou as primeiras reformas neoliberais, ficou estabelecido em 20% o limite do setor privado na educação superior.

Já o Brasil, o Chile e a Colômbia demonstram tradição no desenvolvimento do ensino privado. Segundo Hélgio Trindade, nos últimos 30 anos, o Brasil tornou-se o país da América Latina com uma maior incidência de privatização do ensino superior: 70% das universidades são particulares.

Hélgio também citou um estudo do pesquisador francês Martin Carnoy, no qual afirma que "a importância do ensino superior aumenta em função da produção econômica voltada para produtos de forte densidade de conhecimento", mas observa que os capitais internacionais "têm interesses econômicos de curto prazo que tendem a favorecer o setor privado, pressionando os governos a frear o crescimento das despesas publicas".

Segundo Hélgio Trindade, sobretudo nos períodos militar e de redemocratização, houve expansão descontrolada da educação superior brasileira:

- Houve uma liberalização de expansão do setor privado a ponto de se criarem, em média, nos últimos oito ou dez anos, cerca de quatro cursos por dia.

Expansão com esta proporção, sem critério, jogou para o setor privado uma quantidade de instituições sem qualidade, concluiu. 

- Hoje, esse setor quer separar o joio do trigo: as IES comprometidas com sua função educacional das que se expandiram de forma caótica e que precisam de um processo de transformação - disse.

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