Os zagueiros da Seleção Brasileira tiveram bastante trabalho na partida contra o Paraguai, o quinto das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006, mas teve um bom desempenho. O ataque da equipe comandada por Carlos Alberto Parreira é que deixou a desejar e, no final, o resultado por 0 a 0 refletiu a ineficiência dos dois times no setor ofensivo.
O resultado faz com que a Argentina, que venceu o Equador na noite da última terça-feira, se torne líder isolada das eliminatórias, com 11 pontos conquistados. O Brasil tem nove.
Kaká, Ronaldo e Ronaldinho, que fizeram seu segundo jogo no ano juntos, ainda não conseguiram balançar as redes em 2004. No amistoso contra a Irlanda, em que o Brasil estreou seu novo uniforme, o placar também foi um decepcionante 0 a 0.
Antes que os dois times pudessem arriscar algum chute a gol, o estádio Defensores del Chaco ficou às escuras. O Brasil teve de esperar 32 minutos até que as luzes dos refletores acendessem e o jogo fosse reiniciado.
A parada não foi capaz de fazer a equipe nacional entrar totalmente no ritmo do jogo. Apesar de muito movimentado, o primeiro tempo foi marcado por muitos erros de finalização.
O primeiro lance de perigo só apareceu aos 25min do primeiro, e foi a favor do Paraguai. Arce cobrou falta com perigo, Dida não conseguiu cortar e a defesa brasileira, que inspirava preocupação na comissão técnica, conseguiu afastar.
Três minutos depois, o Brasil respondeu. Renato levantou da direita e Tavarelli saiu errado do gol. A bola pingou na área, mas não havia nenhum atacante vestido de amarelo para empurrar para as redes.
Quando o primeiro tempo se encaminhava para o final, Roberto Carlos decidiu arriscar de fora da área. O tiro saiu com força, mas acertou a rede pelo lado de fora.
Depois do intervalo, o Brasil continuou sem levar perigo nas finalizações. Ronaldo tentou arrancar com a bola dominada, mas não conseguia passar pela marcação adversária.
Para buscar novas opções, o técnico Carlos Alberto Parreira mexeu no meio de campo. Tirou Renato e colocou Juninho Pernambucano. Uma alteração que teve poucos resultados práticos.
Enquanto isso, a defesa continuava a mostrar serviço. O Paraguai insistia nas jogadas aéreas pelas laterais do campo, mas Roque Júnior e Lúcio afastavam o perigo.
No final do primeiro tempo, o Brasil ainda levou mais um susto. Arce cobrou escanteio da direita, os zagueiros não se movimentaram e Caniza cabeceou por cima do gol.
Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026
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