O Brasil será o primeiro país do mundo a receber a mostra Venezia Cinema Italiano, composta por uma seleção de filmes italianos exibidos na última edição do Festival de Cinema de Veneza, que aconteceu entre agosto e setembro deste ano na Itália, incluindo também uma cópia restaurada do clássico de Federico Fellini, Casanova.
- Esta é uma idéia simples e ambiciosa, porque isto nunca foi feito em nenhum outro local do mundo - afirmou o embaixador da Itália no Brasil, Michele Valensise. De acordo com Valensise, "esta é a primeira vez que o Festival de Veneza exporta filmes italianos inéditos para um país estrangeiro".
A exibição de seis novos títulos italianos, inéditos no circuito comercial, iniciou-se nas cidades de São Paulo e Brasília. Entre os filmes exibidos na mostra está La Bestia nel Cuore, da cineasta Cristina Comencini, candidato da Itália para o Oscar 2006 de melhor filme estrangeiro.
A Embaixada da Itália junto à Bienal de Veneza organizou esta iniciativa inédita visando "prestar uma homenagem ao Brasil, pela simpatia e interesse do público pela cultura italiana", como afirmou o embaixador Valensise.
O Festival de Cinema de Veneza é o mais antigo festival do gênero, fundado há 72 anos, e é organizado pela instituição Bienal de Veneza, com mais de um século de existência, que também é organizadora, além do Festival de Cinema, da Bienal de Arte, da Bienal de Arquitetura e outros eventos culturais na cidade de Veneza.
- O Brasil é o único país que recebeu este produto extremamente novo. Esta é uma estratégia da Bienal de se abrir para o exterior, sair de Veneza e cumprir sua missão de difusão da cultura - afirmou o presidente da Bienal de Veneza, organizadora do Festival de Cinema, Davide Croff, no Brasil especialmente para o evento.
Croff reiterou que existe um grande interesse do público brasileiro pelo cinema italiano e espera que desta iniciativa possam nascer novas parcerias nas áreas de artes visuais e, especialmente, arquitetura. Croff deve encontrar em São Paulo os organizadores da Bienal de Arquitetura de São Paulo, "que é também uma filha da Bienal de Veneza", para conversar sobre futuras sociedades.
Um dos objetivos desta mostra é também conquistar o público brasileiro com novíssimo cinema italiano. "O mundo não parou com Fellini e De Sica", afirmou o embaixador da Itália no Brasil, ao reiterar que um dos objetivos desta mostra é exibir o novo cinema italiano, "mais moderno e problemático".
A mostra vai até o dia 7 de dezembro nas cidades de São Paulo e Brasília e exibirá também os filmes La seconda notte di nozze, de Pupi Avati, I giorni dell'Abbandono de Roberto Faenza, exibido na última Mostra BR de Cinema, Texas de Fausto Paravidino, Musikanten de Franco Battiato e Mary, de Abel Ferrara.