Rio de Janeiro, 23 de Setembro de 2026

Brasil é modelo no combate ao HIV entre os usuários de drogas injetáveis

Sexta, 25 de Junho de 2004 às 12:31, por: CdB

O Relatório Mundial sobre Drogas, divulgado hoje pelo Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC), cita o Brasil como modelo internacional no combate à infecção pelo vírus HIV, entre os usuários de drogas injetáveis.

Cerca de 13 milhões de pessoas fazem uso de droga injetável, em todo o mundo. Cerca de 78% desses usuários vivem nos países em desenvolvimento e o compartilhamento de seringas e agulhas é o principal fator de transmissão nesses casos. No Brasil, a incidência de HIV, no caso dos usuários de injetáveis, caiu de 24,5% para 12,1%, entre 1994 e 2002.

Em termos comparativos, o levantamento da UNODC revela que a doença nessa população atinge "facilmente os 50%, chegando a 90% em algumas regiões do mundo". O consumo de ópio e heroína é considerado o mais problemático. O levantamento aponta que 67% dos tratamentos provocados por consumo de drogas na Ásia são decorrentes do consumo de opiáceos. Na Europa, o índice é de 61%.

O Afeganistão é o maior produtor de ópio, concentrando 76% da produção mundial. Na América, apenas México e Colômbia aparecem com alguma produção de ópio, mas como uma quantidade considerada insignificante no mercado ilegal mundial, segundo o representante no Brasil do UNODC, Giovanni Quaglia.

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