Brasil e Estados Unidos selaram nesta sexta-feira um acordo de cooperação na aviação para eliminar entraves burocráticos no processo de certificação de aeronaves produzidas num país e vendidas no outro.
Na prática, os aviões fabricados no Brasil com destino aos EUA só precisarão ter o aval de autoridades nacionais para poder entrar no mercado norte-americano. O mesmo acontecerá com as aeronaves importadas dos Estados Unidos.
``Isto significa que nós vamos aceitar a certificação brasileira'', afirmou a jornalistas Marion Blakey, da Federal Aviation Administration (FAA), dos EUA.
Do lado brasileiro, o acordo beneficia a Embraer, quarta maior fabricante mundial de aviões, que até então tinha que obter certificados junto a reguladores do Brasil, dos EUA e da Europa para que seus novos modelos de aeronaves iniciassem vôos comerciais.
Por meio da assessoria de imprensa, a Embraer informou apenas que ``considera que o acordo contribuirá de forma positiva para cooperação entre o Brasil e os Estados Unidos no campo aeronáutico''.
Em comunicado, a FAA informa que a parceria resulta ``na redução geral de custos de certificação''.
Blakey, da FAA, chegou ao Brasil na quarta-feira para concluir o acordo. A representante da FAA fez elogios à Embraer, afirmando que trata-se de uma empresa de ``força global''.
A fabricante brasileira trabalha atualmente no desenvolvimento de uma nova família de aviões, com jatos com capacidade para entre 70 e 118 passageiros. O primeiro modelo, o Embraer 170, começou a ser entregue aos clientes no mês passado, após atraso de meses na certificação.