O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e seu colega sul-coreano, Roh Moo Hyun, concordaram em fortalecer as relações econômicas bilaterais em uma reunião, nesta quarta-feira, em Seul.
Lula declarou que sua visita à Seul impulsionará o comércio entre Brasil e Coréia do Sul, fundamentalmente no setor agrícola, segundo um comunicado divulgado pelo gabinete presidencial do país anfitrião.
O presidente sul-coreano destacou os progressos para um acordo comercial entre Seul e o Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai), além da cooperação bilateral nos setores de energia e dos recursos naturais.
Ante uma proposta da Coréia do Sul, Lula e Roh concordaram em criar um fórum para discutir regularmente suas relações bilaterais.
Durante a reunião, o presidente brasileiro manifestou seu apoio a uma solução pacífica do conflito nuclear com a Coréia do Norte e pediu o rápido reinício das negociações multilaterais sobre o programa nuclear norte-coreano.
- Acredito que no mundo atual precisamos de alimentos e empregos, ao invés de bombas -afirmou Lula durante uma conversa com o presidente da Assembléia Nacional sul-coreana, Kim Won-ki.
Segundo o gabinete de Kim, o presidente do Brasil afirmou que a Coréia do Norte não deveria ser autorizada a possuir bombas atômicas sob nenhuma circunstância.
A multinacional sul-coreana Samsung Electronics anuncio, nesta quarta-feira, que utilizará o Brasil como sede para suas vendas na América do Sul de artigos eletrodomésticos, aparelhos de DVD e impressoras laser.
A empresa informou que expandirá suas duas fábricas no Brasil para desenvolver, produzir e vender produtos localmente.
- Construiremos uma nova linha de produção no Brasil para artigos eletrodomésticos, aparelhos de DVD e impressoras laser - declarou o vice-presidente da Samsung Electronics, Yun Jong-Yong.
- O Brasil tem um mercado enorme, e sua rápida recuperação econômica o colocará no eixo da América do Sul - acrescentou.
Lula chegou a Seul na segunda-feira para uma visita de quatro dias.
Brasil e Coréia do Sul fortalecem relações econômicas bilaterais
Quarta, 25 de Maio de 2005 às 03:33, por: CdB