A delegação de Li Keqiang inclui 150 empresários chineses que estão reunidos com o empresariado brasileiro
Os governos do Brasil e da China firmaram acordos que chegam a US$ 53 bilhões, anunciou a presidente Dilma Rousseff nesta terça-feira. Foram assinados 35 acordos de cooperação em diversas áreas como agricultura, planejamento estratégico, agricultura, mineração e esporte. A autoridade chinesa chegou por volta das 10h30 ao Palácio do Planalto, subiu a rampa e foi recepcionado por Dilma na entrada do Salão Nobre.
- O Brasil atribui grande importância à assinatura desse acordo sobre investimento e capacidade produtiva... nas áreas de energia elétrica, mineração, infraeraestrutura e manufaturas - disse Dilma em declaração conjunta ao lado do primeiro-ministro chinês, Li Keqiang.
A delegação de Li Keqiang inclui 150 empresários chineses que estão reunidos com o empresariado brasileiro na Cúpula Empresarial Brasil-China, no Palácio Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores. Durante a visita da missão chinesa, o governo brasileiro espera solucionar a questão da liberação das exportações de carne bovina para a China. Durante a visita de Xi Jinping, em julho do ano passado, foi anunciado o fim do embargo chinês à carne brasileira, em vigor desde 2012. No entanto, ainda falta a assinatura de um protocolo sanitário.
Missão brasileira na China
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimento (Apex) informou na semana passada que a missão à China de empresários brasileiros dos ramos de bebida e alimentos na semana passada terminou com prospecção de US$ 47,96 milhões em negócios. De acordo com a Apex, o número engloba os negócios fechados durante a viagem e os previstos para ao longo dos próximos 12 meses.
A Apex destacou que o volume em negócios superou a meta que a agência de fomento estabeleceu, que era US$ 18 milhões. A missão dos empresários brasileiros à China, coordenada pela Apex e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, ocorreu de 4 a 8 de maio. O grupo participou de rodadas de negócios na cidade de Guangzhou e exibiu produtos na Sial, feira de alimentos, bebida e hotelaria de Xangai.
Na próxima semana, empresários chineses e brasileiros voltam a se reunir, dessa vez em território nacional. O primeiro-ministro do país asiático, Li Keqiang, fará visita oficial ao Brasil entre 18 e 20 de maio, acompanhado de 150 empresários. Eles se encontrarão com membros do setor privado brasileiro na Cúpula Empresarial Brasil-China, no Itamaraty.
A China vem desacelerando suas tradicionalmente altas taxas de crescimento. Em 2014, o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos em um país) chinês cresceu 7,4%, o menor patamar em 24 anos. No primeiro trimestre de 2015, o PIB chinês cresceu 7%, o menor ritmo em seis anos.
O país também vem perdendo espaço nas exportações do Brasil. A participação no total exportado pelos brasileiros caiu de 19,32%, de janeiro a março de 2014, para 14,47% no mesmo período deste ano, em razão da queda dos preços das commodities (produtos primários com cotação internacional) e da desaceleração da economia chinesa. Mesmo assim, a China ocupou o posto de principal mercado consumidor dos produtos brasileiros no primeiro trimestre de 2015 e é considerada um parceiro comercial de importância estratégica.
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