Rio de Janeiro, 16 de Março de 2026

Brasil e Bolívia estendem prazo para negociar a questão do gás

A Petrobras e a Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) resolveram estender, por mais 120 dias, o prazo para concluir as negociações do preço do gás natural importado para o Brasil. (Leia Mais)

Quinta, 07 de Dezembro de 2006 às 10:47, por: CdB

A Petrobras e a Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) resolveram estender, por mais 120 dias, o prazo para concluir as negociações do preço do gás natural importado para o Brasil. A informação foi passada em nota pela Petrobras, no final da noite desta quarta-feira. A estatal informou, também, que a intenção de ampliar o prazo ainda será submetida às diretorias de ambas as empresas. O prazo anterior, que já havia sido estendido por várias vezes, era para que as negociações fossem concluídas até o próximo domingo. Nesta quarta, equipes técnicas das estatais voltaram a se reunir, em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, dando seqüência às recentes reuniões mantidas no âmbito do Comitê de Gerenciamento do GSA (Contrato de Suprimento de Gás).

"Em uma iniciativa para buscar alternativas mutuamente aceitáveis às posições colocadas pelas partes nas discussões do GSA, as empresas acertaram submeter a suas diretorias a proposta de ampliar, nos próximos 120 dias, o escopo das conversações, passando a detalhar e avaliar potenciais projetos que possam atender aos interesses de ambas as empresas" afirma na nota a Petrobras.

Atualmente a Petrobras importa cerca de 26 milhões de metros cúbicos diários de gás natural da Bolívia ao preço de US$ 4 por milhão de BTUs (unidade térmica britânica que a referencia para as negociações com o gás), preço este que chega a US$ 5,47/milhão de BTUs, quando incluído o valor pago pela tarifa de transporte.

A Petrobras e outras 11 petrolíferas firmaram recentemente novos contratos para as atividades de exploração e produção de petróleo e gás na Bolívia, adequando as atividades ao "Decreto Supremo", que nacionalizou ativos e reservas das petrolíferas estrangeiras no pais no dia 1º de maio.

Já promulgado pelo Congresso Boliviano, o acordo amenizou o clima de confronto entre a YPFB e as estrangeiras desde a promulgação do decreto, o que pode acabar por trazer à pauta de negociações a retomada de projetos que foram engavetados com a decisão do governo Evo Morales - inclusive o que prevê a ampliação do Gasoduto Bolívia-Brasil - Gasbol. Atualmente a Petrobras tem contrato com a Bolívia que vai até 2019 e que prevê a importação diária de gás natural para o Brasil de ate 30 milhões de metros cúbicos.

Também em nota oficial, nesta quarta-feira, a Petrobras informou que a exportação de gás natural pela Bolívia para o Brasil, que havia sido reduzida em cerca de 15% (cerca de 5 milhões de metros cúbicos por dia) já havia sido normalizada, com o fim das obras no gasoduto, que sofreu danos em abril deste ano devido a chuvas no país vizinho.

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