Somos mais uma vez os melhores do mundo! E com uma atuação de gala. A seleção brasileira masculina adulta conquistou neste domingo, pela segunda edição consecutiva, o título do Campeonato Mundial, que reuniu as 24 melhores equipes de vôlei do planeta. O bicampeonato veio com uma vitória sobre a Polônia por 3 sets a 0 (25/12, 25/22 e 25/17), em apenas 1h10, no ginásio Yoyogi, em Tóquio.
Ao todo, oito atletas desta seleção estiveram na conquista do primeiro Mundial, em 2002, na Argentina. O ponta Giba foi eleito o melhor jogador da competição e outro ponta brasileiro, Dante, recebeu o prêmio de melhor atacante.
Foi o 15o título numa competição oficial desde que o técnico Bernardinho assumiu o comando da seleção, em 2001. Com mais essa conquista, o Brasil se torna o terceiro maior ganhador da história dos Mundiais masculinos, ao lado da extinta Tchecoslováquia (dois títulos) e atrás de União Soviética (seis) e Itália (três títulos).
- O campeonato foi muito difícil, 11 jogos em 16 dias, sei porque estou muito cansado. Mas o Brasil foi melhorando ao longo da competição. A derrota para a França foi muito importante e depois todo o time acordou para a competição. Na semifinal e na final jogamos vibrando o tempo todo. Parabéns a esta família que é o time do Brasil. A vontade de vencer é o nosso segredo - diz Giba, que após a partida homenageou a esposa, a romena Cristina Pirv, e sua filha Nicoll com uma camisa onde se lia, em romeno.
- Cristina e Nicoll, amo vocês com toda a minha alma.
O levantador Ricardinho, que teve atuação espetacular na final, mas acabou preterido na distribuição dos prêmios individuais - o polonês Zagumny foi eleito o melhor levantador -, lembrou da importância de a equipe crescer na hora da decisão.
- Agora vou curtir esse momento maravilhoso. Mostramos numa final a potência deste grupo vencendo por 3 a 0 e jogando tranqüilo. Ficamos no campeonato o tempo todo com a faca no pescoço, tendo que decidir. Semifinal e final é como comer o filé mignon. O duro é comer o acém. Gostamos de estar ali na pancadaria, isso é muito gostoso - diz Ricardinho.
O técnico Bernardinho acredita que o Brasil mostrou que ainda tem a mesma vontade de ganhar de seis anos atrás, quando assumiu a seleção.
- O time melhorou ao longo do campeonato, nós pegamos ritmo e o espírito de luta apareceu na competição. Jogamos as finais com muita energia e foco. O time jogou como nos últimos seis anos. Falei para eles antes da partida que eles deviam mostrar à seleção polonesa que ainda estávamos tão famintos pela vitória como em 2002. E foi o que eles mostraram quando entraram na quadra - acredita.
O jogo
O Brasil começou a partida de forma arrasadora. Com Giba e André Nascimento virando todas as bolas, os brasileiros chegaram ao primeiro tempo técnico com seis pontos de vantagem: 8/2. Enquanto os poloneses permaneciam desnorteados com as jogadas e a atitude dos adversários, os brasileiros mantiveram a sintonia perfeita entre as fantásticas defesas do líbero Escadinha, o saque, o bloqueio e o ataque. Foi dessa forma que os brasileiros ampliaram a vantagem e fecharam em 25/12, em um erro de saque da Polônia.
O segundo set foi diferente do anterior. Concentrada, a Polônia equilibrou a partida. O time polonês, com um bom trabalho no bloqueio, abriu três pontos de vantagem no marcador (6/3). Mas o Brasil mostrou que continuava ligado. Depois de um bloqueio e um contra-ataque do ponteiro Dante, os brasileiros empataram em 7/7. Na reta final, a experiência brasileira prevaleceu. Em dois ataques seguidos de André Nascimento, o Brasil chegou ao set-point