Rio de Janeiro, 14 de Setembro de 2026

Brasil e Argentina estão perto de solucionar divergências comerciais

Argentina e o Brasil estão mais perto de solucionar suas diferenças comerciais depois da reunião que os mandatários de ambos os países mantiveram na véspera, afirmou nesta quinta-feira a chancelaria argentina. As diferenças comerciais incluem a aplicação pelos dois países de licenças não automáticas de importação. (Leia Mais)

Sexta, 20 de Novembro de 2009 às 11:40, por: CdB

Argentina e o Brasil estão mais perto de solucionar suas diferenças comerciais depois da reunião que os mandatários de ambos os países mantiveram na véspera, afirmou nesta quinta-feira a chancelaria argentina. As diferenças comerciais incluem a aplicação pelos dois países de licenças não automáticas de importação.

– Conseguimos chegar ao início de uma retomada da confiança entre ambos os países. O fato de ter tido um documento com acordos concretos sobre muitos destes temas torna-se possível pensar que sairemos de um círculo vicioso de recriminações e de problemas para entrar em um círculo virtuoso de resolução desses problemas –, disse na noite passada Alfredo Chiaradia, secretário de relações econômicas internacionais, aos jornalistas.

A Argentina e o Brasil são os principais sócios do bloco comercial Mercosul – também integrado por Uruguai e Paraguai. A aplicação de licenças não automáticas por parte do Brasil está atrasando o ingresso ao mercado brasileiro de farinhas, peras, maçãs, cebolas e vinhos, entre outros produtos argentinos. As restrições foram impostas depois de reclamações do setor industrial brasileiro contra a imposição de licenças não automáticas de importação por parte da Argentina a partir de outubro de 2008, que as adotou com o argumento de proteger a indústria e o emprego.

Esse sistema afetou diretamente a exportação de produtos brasileiros para a Argentina. Chiaradia disse que entre os países "há uma decisão concreta de remover algumas medidas que provocam dificuldades".

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Cristina Fernández de Kirchner, da Argentina, decidiram na quarta-feira fazer reuniões a cada 45 dias entre ministros dos dois países para tratar das diferenças comerciais.

Intervenção

Em outro segmento econômico latino-americano, a Venezuela confirmou nesta sexta-feira a intervenção em quatro pequenos bancos privados por diferentes irregularidades. Os bancos são o Banco Confederado, Banco Canarias, Banco Provivienda (Banpro) e o Bolívar Banco, todos controlados por um empresário local.

O ministro da Economia e das Finanças, Alí Rodríguez, disse em entrevista coletiva que "essas medidas têm como objetivo fundamental garantir os direitos dos depositantes, dos poupadores, incluindo os credores dos bancos".

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