Integrantes do Governo Federal reconheceram, nesta terça-feira, a gravidade do problema da exploração sexual infanto-juvenil no país, em uma reunião convocada para discutir formas de combater esse crime. Frei Beto, assessor especial do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, disse que o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, pediu que cada ministério indique um funcionário para participar de um fórum permanente, no qual serão traçadas políticas públicas de longo prazo para reduzir o fenômeno. Já a secretária especial de Políticas para as Mulheres, Emília Fernandes, disse que a realização de campanhas às vésperas do Carnaval é importante para conscientizar a população sobre o problema. "Normalmente, as músicas e os meios de comunicação expõem e exploram muito a figura da mulher", disse Emília. "Apresentamos uma série de alternativas que precisam ser trabalhadas na área da saúde da mulher, como a gravidez precoce, e na educação, discutindo os currículos para que seja trabalhada a relação da sexualidade, a questão de gênero e o combate à discriminação", acrescentou. Para a secretária, a pobreza é uma das causas que levam brasileiros a se prostituir, e concluiu que é preciso atacar esse flagelo para resolver vários problemas sociais.
Brasil discute formas de combate à exploração sexual infanto-juvenil
Terça, 11 de Fevereiro de 2003 às 14:30, por: CdB