'Bom momento' do país precisa ser seguido por investimentos em robótica, nanotecnologia e outros motores da economia no século 21, diz economista à Rádio ONU.
Sul-Sul é elemento chave
Um relatório da Comissão Econômica para América Latina e Caribe, Cepal, revelou que a região foi a que mais recebeu investimentos estrangeiros diretos em 2010. O aumento de 40% em relação a 2009, elevou o fluxo de capital externo a US$ 112,6 bilhões, equivalentes a cerca de R$ 180 bilhões.
Para este ano, a previsão é de crescimento de pelo menos 15% em investimentos estrangeiros diretos.
Commodity
O economista Marcos Troyjo disse à Rádio ONU, do Rio de Janeiro, que o Brasil vive um 'bom momento' no mercado internacional, e que para se manter competitivo, o país precisa investir mais em tecnologia de ponta.
"O Brasil precisa passar por uma espécie de mudança de DNA. Deixar de ser uma economia de commodity, e ser cada vez mais uma economia da robótica, de biotecnologia, da nanotecnologia, da tecnologia da informação, porque estes são os grandes vetores de desenvolvimento do século 21", afirmou.
Ainda na semana passada, a Comissão Econômica para Ásia e Pacífico, Unescap, afirmou que a cooperação Sul-Sul é um elemento chave para o desenvolvimento da região e o comércio com nações latino-americanas.
De acordo com especialistas do Ipea, a cooperação com os asiáticos traz benefícios para o Brasil. Pela primeira vez, a China ultrapassou os Estados Unidos como maior parceiro econômico do país.