Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Brasil deve combater melhor o uso de drogas, anuncia ONU

A falta de organização policial é um grande problema, no que diz respeito ao combate do narcotráfico, no Brasil. Esta é a principal crítica do relatório anual divulgado por órgão ligado a ONU que fiscaliza o consumo de narcóticos no mundo.(Leia Mais)

Quarta, 02 de Março de 2005 às 07:49, por: CdB

A falta de organização policial é um grande problema, no que diz respeito ao combate ao narcotráfico, no Brasil. Esta é a principal crítica do relatório anual divulgado por órgão ligado a ONU que fiscaliza o consumo de narcóticos no mundo.

A Junta Internacional de Controle de Narcóticos, em seu relatório anual, diz que o Brasil tem adotado ações para combater o narcotráfico, mas também afirma que "a ausência de cooperação entre as polícias federal e estaduais limita seriamente a efetividade destes esforços."

O documento cita ainda que o Brasil sofre com "abuso freqüente" na prescrição de benzodiapinas, um tipo de remédio usado, por exemplo, em tratamentos de pessoas que sofrem de insônia ou de esquizofrenia e que lidera o ranking de drogas usadas ilicitamente no país (a maconha fica em segundo lugar). Medicamentos contendo codeína também são muito usados de forma irregular, segundo o relatório.

De acordo com a junta, os esforços para controlar o uso destas substâncias são prejudicados porque os vários órgãos responsáveis "não estabeleceram uma relação de trabalho efetiva e não há coordenação ou troca de informação entre estas entidades". O relatório também afirma que "significativos desdobramentos positivos" têm sido observados no combate ao tráfico de drogas, na América do Sul.

Entre eles, cita a redução da área de cultivo ilegal de coca e o sucesso dos governos locais no desmantelamento de redes de traficantes. Ao mesmo tempo, porém, afirma que continua a haver cada vez mais "distúrbios sociais e violência" ligados aos entorpecentes e que "o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro ligados a ele seguem ameaçando a estabilidade da região". O documento também ressalva que um combate efetivo às drogas na América Latina requer a adoção concomitante de políticas em outras áreas, como a redução da pobreza.

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