As estratégias para a reabertura do mercado externo à carne brasileira, depois da descoberta de focos de febre aftosa no Mato Grosso do Sul, estiveram no centro da discussão durante encontro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, nesta quinta-feira. Participam o secretário de Defesa Agropecuária, Gabriel Maciel, representantes de frigoríficos exportadores e dirigentes das associações brasileiras da Indústria Exportadora de Carnes (Abiec); da Indústria Produtora e Exportadora de Carnes Suínas (Abipecs); de Exportadores de Frangos (Abef); e de Frigoríficos (Abrafrigo).
Depois de confirmada a doença em rebanhos sul-mato-grossenses, governos de 31 países - Rússia, Cuba, África do Sul, Chile, Argentina, Israel e 25 nações da União Européia - suspenderam a compra de carne bovina nacional, principalmente da região onde foi detectado o vírus da aftosa. Devido à suspensão no abate de animais no Mato Grosso do Sul, embora alguns frigoríficos já tenham retomado a atividade nesta quinta-feira, poderá haver a redução de cerca de 21 mil empregos no Estado de São Paulo, segundo cálculos de proprietários de frigoríficos. A previsão, no entanto, parece muito pessimista para o vice-presidente da Sociedade Rural Brasileira, Cesário Ramalho da Silva..
- É precipitado dizer isso. No momento, tanto o Estado de São Paulo quanto as empresas que sofrem com esse problema estão administrando a crise - acredita.
Segundo Cesário Silva, apesar da crise o país deverá exportar 2 milhões de toneladas de carne bovina nesse ano, sendo 1,4 milhão somente em São Paulo.
Marcada para a próxima quinta-feira, uma manifestação de empresários e sindicalistas, na Avenida Paulista, sai em defesa dos empregos no setor. No protesto, serão transportados 100 bois até o centro da capital paulista.