Rio de Janeiro, 21 de Agosto de 2026

Brasil: currículo escolar australiano foi consolidado por consulta

Ouvir todas as pessoas que têm interesse na educação é etapa fundamental para elaboração de um currículo comum a todas as escolas do país,

Quinta, 31 de Março de 2016 às 08:09, por: CdB

 

O modelo australiano define competências a serem desenvolvidas pelos alunos, que vão de letramento e habilidades numéricas a pensamento crítico e criativo

    Por Redação, com ABr - de Brasília:   Ouvir todas as pessoas que têm interesse na educação é etapa fundamental para  elaboração de um currículo comum a todas as escolas do país, segundo o diretor-geral do Conselho de Administração da Autoridade Australiana de Currículo, Avaliação e Relatório, Phil Lambert. Ele foi um dos responsáveis pela base curricular australiana, avaliada como uma das referências para a configuração da Base Nacional Comum Curricular brasileira.
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O Brasil está preparando a Base Nacional Comum Curricular
Lambert participou na quarta-feira de audiência pública no Senado. Ele elogiou a condução de consulta pública para formatar a base brasileira e comparou com o processo australiano: "Colocamos o material em um site e as pessoas puderam contribuir online. Além disso, convocamos as autoridades escolares para discutir a base". O Brasil está preparando a Base Nacional Comum Curricular. O documento vai fixar conteúdos mínimos que os estudantes devem aprender a cada etapa da educação básica, da educação infantil ao ensino médio. A Base está prevista em lei, no Plano Nacional de Educação e deve ser finalizada até junho deste ano. O documento inicial recebeu mais de 12 milhões de contribuições pela internet. Uma segunda versão deverá ficar pronta até 15 de abril. – Quando se faz uma consulta assim é preciso olhar o que há de mais forte nas contribuições e comparar o documento com o de outros países – destaca Lambert. Quando a Base estiver pronta, ele ressalta que o trabalho não acabou, será preciso acompanhar a implementação, além de fazer constantes avaliações e revisões, levando em conta modelos bem-sucedidos no mundo. – Alguns professores acharão muito desafiador, outros menos. Com o tempo, os professores reconhecerão que é algo possível de ser alcançado. Quando aumentar o desempenho dos estudantes, eles reconhecerão o avanço – diz. Além de ser um país dividido em estados ou territórios, nos quais as decisões educacionais são tomadas, como no Brasil, a elaboração da base curricular na Austrália é recente e baseou-se nas melhores experiência do mundo. O modelo australiano define competências a serem desenvolvidas pelos alunos, que vão de letramento e habilidades numéricas a pensamento crítico e criativo. Incluem também capacidade de informação e comunicação tecnológica, capacidades pessoais e sociais, compreensão ética e compreensão intercultural. Todas essas habilidades são trabalhadas em oito áreas de aprendizagem: inglês, matemática, ciências, ciências humanas e sociais, artes, tecnologias, educação física e línguas. Há ainda três temas transversais prioritários, que são história e cultura dos aborígenes e dos indígenas das ilhas Straights, sustentabilidade e Ásia e engajamento da Austrália com a Ásia. Presente na audiência pública, o Coordenador-Geral de Ensino Médio da Secretaria de Educação básica do Ministério da Educação, Ricardo Cardozo explica que a Base não é o currículo final que será aplicado em sala de aula. Trata-se do mínimo que todo aluno brasileiro terá o direito de aprender. A intenção é que a Base ocupe 60% do tempo na escola. O restante deverá ser usado pelas redes para garantir que os alunos aprendam de acordo com a especificidade de cada local. – A Base não tem perspectiva redentora. O papel dela é estabelecer uma referência curricular e que possa contribuir para outras propostas para (melhorar) a educação básica – diz.
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