O Brasil lançou nesta segunda-feira 1 bilhão de dólares em bônus de 10 anos e reduziu para 1,6 bilhão de dólares o montante a ser captado ainda neste ano para cumprir sua meta.
A terceira emissão soberana do país em 2005 foi coordenada pelos bancos JP Morgan e Citigroup. Os bônus garantem rendimento (yield) de 7,9 % aos investidores --levemente acima da taxa de 7,85 % inicialmente negociada.
Os novos títulos saíram com spread de 353 pontos-básicos acima dos Treasuries de referência, abaixo do risco-país que oscilava ao redor de 390 pontos-básicos nesta tarde.
- No momento, tem muito apetite por dívida brasileira - afirmou mais cedo o chefe da área de Pesquisas da América Latina do WestLB, Ricardo Amorim.
- Eu estive nas últimas duas semanas fazendo road show nos Estados Unidos e na Europa e notei em especial que tinha apetite por dívida em real, isso está muito forte.
Segundo ele, a atual emissão poderia ter sido feita com bônus denominados em moeda local.
- Mas imagino que se fosse em reais o custo poderia ser mais elevado e talvez o prazo tivesse que ser menor.
A meta de captações soberanas para 2005 é de 6 bilhões de dólares, mas o governo adiantou parte dos recursos necessários para este ano com emissões de 1,5 bilhão de dólares no final de 2004.
As duas primeiras captações do ano ocorreram em janeiro, com o lançamento de 500 milhões de euros em bônus de 10 anos e 1,25 bilhão de dólares em papéis de 20 anos.