Rio de Janeiro, 15 de Abril de 2026

Brasil cai posições em tecnologia da informação

Quarta, 28 de Março de 2007 às 14:30, por: CdB

O Brasil caiu uma posição e ficou em 52º lugar no ranking que mede a capacidade dos países de usar a tecnologia da informação para incentivar o desenvolvimento e a competitividade. O Relatório Global de Tecnologia da Informação - que este ano analisou um recorde de 122 países - é elaborado anualmente pelo Fórum Econômico Mundial. O Brasil vem perdendo posições há quatro anos consecutivos. Em 2003, o país estava em 39º lugar.

A Dinamarca é o país que lidera o ranking, seguida da Suécia e Cingapura. Os Estados Unidos, que estavam em primeiro lugar no ano passado, caíram para a sétima posição.

Em entrevista à BBC Brasil, a co-autora do estudo, Irene Mia, disse que a queda do Brasil no ranking se deve principalmente a dois fatores.

Em primeiro lugar, "o Brasil sofre de um problema comum, que é o excesso de regulamentação do mercado, o que dificulta, por exemplo, a abertura de novos negócios".

Outra causa, segundo ela, é a qualidade do ensino, um problema que também afeta a América Latina em geral.

- A qualidade da educação é muito importante para o surgimento de inovações e para a criação de mão-de-obra qualificada para o setor de tecnologia da informação -, disse Mia.

Mas a autora disse que há aspectos positivos na forma como o Brasil está conduzindo o mercado de tecnologia de informação.

- O governo brasileiro assumiu um papel de liderança no setor -, disse Mia.

- Além disso, as empresas brasileiras - o setor privado - vêm investindo muito em pesquisa e desenvolvimento, o que torna o Brasil diferente do resto da América Latina, onde isso ainda é muito dominado pelo governo -, completa.

América Latina em alta

A queda brasileira vai contra a tendência geral da América Latina, com países como o México (49º), Argentina (63º) e Peru (78º) tendo subido várias posições.

O Chile se manteve em primeiro lugar entre os países latinos, no 31º lugar, mas caiu oito posições em comparação ao ano passado.

- A melhora geral da região pode ser atribuída em parte aos resultados do aumento da ênfase em estratégias de tecnologia de informação e comunicação incluídas nas agendas políticas da maioria dos países da região para reduzir a divisão digital e aumentar a competitividade -, disse a co-autora do relatório, Irene Mia.

Como no caso do Brasil, os outros países latinos sofrem com a baixa qualidade do sistema de educação. Além disso, "o setor privado precisa ter um papel mais ativo na área de pesquisa e desenvolvimento".
 

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