Rio de Janeiro, 29 de Agosto de 2026

Brasil busca estabilidade política, não ruptura institucional, diz Dilma

A presidente Dilma Rousseff disse, nesta segunda-feira, na Suécia, que a consolidação democrática no Brasil não permitirá uma ruptura institucional.

Segunda, 19 de Outubro de 2015 às 10:37, por: CdB
Por Redação, com Vermelho - de Brasília: A presidenta Dilma Rousseff afirmou, nesta segunda-feira, em coletiva de imprensa após encontro com primeiro-ministro sueco Stefan Löven, em Estocolmo na Suécia, que a consolidação democrática no Brasil não permitirá uma ruptura institucional. - Sobre a questão política, te asseguro que o Brasil está em busca de uma estabilidade política e não acreditamos que haja qualquer processo de ruptura institucional. Nós somos uma democracia e temos tanto um Legislativo, quanto um Executivo e um Judiciário independentes e que funcionam em autonomia e harmonia. Não acreditamos que haja nenhum risco de crise política mais acentuada - afirmou a presidenta.
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Dilma Rousseff afirmou, mais uma vez, que "a crise do Brasil é conjuntural e está sendo enfrentada"
Quando questionada se um eventual processo de impeachment não colocaria em risco a compra de 36 caças suecos pelo Brasil por US$ 4,5 bilhões, Dilma enfatizou que a crise é conjuntural e não afetará o negócio. - O Brasil tem uma economia estruturalmente sólida. Nós não temos bolhas de crédito, não temos um processo estrutural que leve o Brasil a uma crise profunda, não temos problemas monetários - destacou. - A crise do Brasil é conjuntural e está sendo enfrentada - acrescentou. Defesa de mandato No dia 13 deste mês, ao discursar na abertura do 12º Congresso da CUT, no Palácio das Convenções do Anhembi, zona Norte de São Paulo, a presidenta Dilma Rousseff criticou os que querem o seu impeachment. Numa plateia em que estavam presentes, o ex-presidente Lula, o ex-presidente do Uruguai José Mujica e o presidente do PT, Rui Falcão, Dilma defendeu o seu mandato. – Quem tem força moral, reputação ilibada e biografia limpa suficientes para atacar a minha honra? – indagou. – Lutarei para defender o mandato que me foi concedido pelo voto popular, pela democracia e por nosso projeto de desenvolvimento. O golpe, que todos os inconformados querem cometer, é, mais uma vez também, como sempre foi neste país, um golpe contra o povo. Mas podem ter certeza: não vão conseguir. Não irão conseguir – acrescentou. Para a presidenta, os pedidos de impeachment não têm qualquer materialidade. – Querem criar uma onda que leve, de qualquer jeito, ao encurtamento do meu mandato sem fato jurídico, sem qualquer materialidade – afirmou. De acordo com ela, “o que antes era inconformismo, agora transformou se no claro desejo de retrocesso político”. A presidenta disse ainda que o discurso golpista não é apenas contra ela, mas contra o que representa. Desenvolvimento sustentável Os dois países têm ainda grande convergência quando o assunto é desenvolvimento sustentável. “Tenho a honra de participar do Grupo de Alto Nível junto com a Suécia nesse que será o grande esforço de combater a mudança do clima na COP-21”, declarou a presidenta. Ela recordou os presentes que a primeira conferência sobre clima foi realizada na Suécia, seguida da Rio-92, recentemente, da Rio+20.
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