O campo castigado pelas nevascas que assolam a capital russa nos últimos dias prejudicou o desempenho dos brasileiros, mas Parreira pôde fazer suas últimas observações. Sem nenhum destaque individual, jogadores que ainda buscam um lugar na Copa do Mundo, como o zagueiro Cris, o volante Edmílson e o atacante Fred, tiveram desempenhos regulares.
Já o goleiro Rogério Ceni teve uma atuação segura na meta da seleção brasileira. O são-paulino, que estava receoso com as condições adversas de temperatura e campo, foi bastante exigido no segundo tempo e fez duas defesas providenciais e outra à queima-roupa além de mostrar a já costumeira qualidade na reposição de bola.
O amistoso começou com a temperatura de dez graus negativos, mas após o apito final do árbitro já estava em -15ºC. No primeiro tempo, o amistoso era disputado em ritmo lento quando o Brasil abriu o placar. Roberto Carlos arriscou de longa distância aos 14 minutos do primeiro tempo e a bola ainda desviou na peito de Ronaldo antes de entrar.
Na segunda etapa, o Brasil manteve o ritmo lento e a Rússia cresceu no jogo. Na melhor chance de todas, Berezutsky ficou livre na pequena área, mas seu chute foi defendido à queima-roupa por Rogério Ceni. Antes, no último minuto da primeira etapa, Kerzhakov chegou a balançar as redes, mas o assistente marcou impedimento.
O amistoso
A partida começou que nem a temperatura ambiente do estádio Lokomotiv, que estava em 10 graus negativos. Nos primeiro dez minutos, as equipes abusaram dos erros de passe e dos chutes de longa distância sem direção certeira.
Porém, foi desta maneira que saiu o primeiro gol do jogo. E foi do Brasil, aos 14 minutos. A seleção tocava despretensiosamente a bola no meio-de-campo até que Roberto Carlos arriscou de longe. A bola desviou no peito de Ronaldo e tirou Anfikeev da jogada. O goleiro russo foi para a esquerda e a bola para a direita. E os jogadores, timidamente, comemoraram o gol até para espantar o frio.
Inexplicavelmente, o Brasil diminui o ritmo, que já era devagar, e a Rússia dominou as ações nos quinze minutos seguintes. Porém, os russos pecavam pela falta de qualidade quando chegavam perto da área brasileira e o máximo que faziam era arriscar chutes sem direção para a meta de Rogério Ceni.
Nos minutos finais da primeira etapa, quando o termômetro já marcava 13 graus negativos, o Brasil voltou a freqüentar mais o campo de ataque e criou a segunda chance de gol, mas desta vez ela foi desperdiçada. Aos 33, Adriano dominou na grande área, virou e chutou forte para a defesa de Anfeekev.
Antes do apito do árbitro sinalizando o intervalo, os russos criaram a primeira chance real de gol. Kerzhakov recebeu lançamento pela direita e chutou cruzado. A bola explodiu no travessão de Rogério Ceni.
Na segunda etapa, Parreira fez duas alterações logo no início. O zagueiro Cris e o volante Edmílson tiveram a chance de mostrar trabalho e garantir um lugar na Copa do Mundo. Mais tarde, Gilberto Silva, Fred, Juninho Pernambucano e Gustavo Nery também tiveram oportunidade de mostrar trabalho
O ritmo da partida aumentou nos minutos iniciais, mas as melhores chances continuavam sendo nos chutes de longa distância. Em uma delas, aos nove minutos, Loskov arriscou de longe e a bola passou raspando a trave esquerda de Rogério Ceni. O goleiro são-paulino estava no lance para fazer a defesa caso o chute tivesse endereço certo.
Até o apito final, o domínio foi da Rússia. O time da casa desperdiçou pelo menos três chances reais de marcar. Na melhor delas, Rogério Ceni defendeu à queima-roupa o chut