Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Brasil, Argentina e Paraguai são redutos de terroristas

Quarta, 07 de Julho de 2004 às 00:55, por: CdB

Grupos de apoio ao terrorismo estão recrutando efetivos e arrecadando fundos na zona da Tríplice Fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai. A denúncia foi feita na última terça-feira pelo diretor do Centro antinazista Wiesenthal, Shimon Samuels, por ocasião da XXVI Cúpula do Mercosul.

- Há grupos que estão ativos. Estão recrutando e arrecadando fundos para (as organizações) Hezbollah e Hamas. Os governos limítrofes não fazem nada para impedí-los - disse Samuels.

O funcionário da organização antinazista disse que 'conta-se com nomes de pessoas que estão envolvidas ou são suspeitas de ter participado dos atentados contra a embaixada de Israel e a Amia' (Associação Mutual Israelita-Argentina). Os dois ataques produziram um balanço global de 107 mortos e cerca de 500 feridos, sem que a Justiça argentina tenha podido estabelecer qualquer pista firme para acusar os responsáveis.

- É importante ter um consenso em nível latino-americano neste tema, quando estamos há dez anos do atentado contra a Amia -  disse Samuels, diretor das Relações Internacionais do Centro.
Ele revelou também ter transmitido sua preocupação ao chanceler uruguaio, Didier Opertti, que manifestou o interesse de Montevidéu de apoiar os esforços antiterroristas.

- Apresentamos nossa iniciativa de declarar os (ataques) terroristas suicidas crime contra a humanidade. Fizemos isso com o Uruguai e o faremos na quarta-feira com a Argentina, Bolívia e Paraguai. Estamos tramitando o mesmo com o Brasil e o Chile -  ressaltou.

A Tríplice Fronteira inclui as cidades de Puerto Iguazú (Argentina), Foz do Iguaçu (Brasil) e Ciudad del Este (Paraguai), onde se investigou a suposta existência de células terroristas adormecidas ou ativas, mas sem resultado.

O Centro Simon Wiesenthal é uma organização judaica internacional de direitos humanos com mais de 400 mil membros no mundo todo. Tem status de ONG nas Nações Unidas, na Organização para a Segurança e a Cooperação da Europa e no Conselho da Europa.

A visita de Samuels acontece dentro de uma campanha global para que o terrorismo suicida seja considerado 'um crime contra a humanidade'.

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