O governo brasileiro manifestou nesta quinta-feira apoio à candidatura do ex-ministro da França Dominique Strauss-Kahn para diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), em substituição ao espanhol Rodrigo de Rato, que renunciou na metade de seu mandato e anunciou a disposição de deixar a função no final de outubro. A eleição será nesta sexta-feira, em Washington, nos Estados Unidos, e tem mais um candidato: o tcheco Josef Tosovsky.
O apoio brasileiro a Dominique Strauss-Kahn foi manifestado em carta assinada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e divulgada na manhã desta quinta. Ele começa afirmando que, na condição de governador da cadeira que representa o Brasil e outros oito países da região, no âmbito do FMI, anuncia “a intenção do governo brasileiro de apoiar” a candidatura do senhor Dominique Strauss-Kahn ao posto de diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional.
Mantega salienta que “embora ambos os candidatos sejam altamente qualificados”, Strauss-Kahn manifestou de forma clara o compromisso de promover uma reforma no FMI, com vistas a implantar mudanças no sistema de votação e representação, o que, no seu entender, vai democratizar mais o processo de tomada de decisões, de modo a permitir “aumento significativo da participação do Brasil e de outros países em desenvolvimento”.
O ex-ministro francês também manifestou convicção - segundo a nota do ministro da Fazenda - de que “os procedimentos tradicionais e não-escritos, seguidos para a escolha do presidente do Banco Mundial e do diretor-gerente do FMI são indefensáveis e devem ser abandonados”. Demonstrou ainda ter percepção da necessidade de revisar os procedimentos do FMI para permitir conciliação entre os programas de ajustamento e estabilização com as metas de desenvolvimento econômico dos países-membros, em especial os de baixa renda”.
Candidato à sucessão de Rodrigo de Rato, desde que o espanhol manifestou desejo de se afastar do cargo, há dois meses, Dominique Strauss-Kahn conta com sinal verde dos Estados Unidos, maior acionista do FMI, com 16,79% dos direitos de voto. Pouco mais da metade dos 32,09% de direitos de todo o bloco europeu. A candidatura de Josef Tosovsky foi lançada de última hora.
Brasil apóia candidatura de ex-ministro francês para o FMI
Quinta, 27 de Setembro de 2007 às 13:07, por: CdB