Brasil anuncia apoio à ministra da Economia da França para o FMIMinistério da Fazenda anuncia decisão brasileira de apoiar Cristine Lagarde, ministra da Economia da França, para o cargo de diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), contra o presidente do Banco Central do México, Agustín Carstens. Em nota, Fazenda diz que francesa assumiu compromissos defendidos pelo Brasil de continuar reforma do FMI, ampliar fiscalização de países ricos, 'modernizar linha de pensamento' do Fundo e estudar experiências concretas de controle de capitais. Eleição está marcada para 30 de junho.
Da Redação
BRASÍLIA – O Brasil vai apoiar a candidatura da ministra da Economia da França, Cristine Lagarde, ao comando do Fundo Monetário Internacional (FMI). A decisão foi anunciada nesta terça-feira (28/06) por meio de nota oficial do ministério da Fazenda, que vinha negociando o apoio, em nome do governo brasileiro, com os candidatos e com autoridades de outros países. A eleição no FMI está marcada para a próxima quinta-feira (30/06).
Na nota, a Fazenda diz que a decisão deveu-se ao currículo e à experiência de Cristine e, também, ao compromisso assumido por ela publicamente e em conversa reservada com o ministro Guido Mantega de continuar o processo de reforma do FMI iniciado pelo ex-diretor-gerente Dominique Strauss-Kahn. O também francês renunciou ao cargo em maio depois de ter sido acusado de molestar sexualmente a camareira de um hotel nos Estados Unidos.
A nota da Fazenda enumera os compromissos que o governo brasileiro considera mais importantes que precisam ir adiante na próxima gestão do FMI. Os países emergentes precisam ter mais poder de decisão e os pequenos, mais voz. Os próximos gerentes do FMI não têm de ser europeus necessariamente, e a cúpula da entidade precisa se abrir a novas nacionalidades. A experiência concreta do controle de capitais adotado por certos governos precisa ser estudada pelo Fundo. Os países ricos precisam ser mais supervisionados. E a linha linha de pensamento do FMI tem de ser modernizada, “superando a prevalência do ideário imposto pelas economias avançadas”.
Mantega havia recebido Lagarde no dia 30 de maio, em Brasília, para negociar o apoio. Dias depois, foi a vez do candidato mexicano, Agustín Carstens, que preside o Banco Central do México. Nestas discussões, o Brasil tentava fazer com que o FMI ficasse um pouco mais “à esquerda”.
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