A mensagem que o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, levou aos candidatos às eleições no Haiti foi de que, diante de um governo democrático e aberto ao diálogo, o Brasil estará disposto a ajudar.
- Como tem ajudado. O governo que sair das eleições, tem a possibilidade de ajuda e cooperação aumentada, porque você tem uma estabilidade da própria máquina governamental - explicou.
Para o ministro, este momento representou a oportunidade de levar um estímulo ao país para o desenvolvimento do seu processo eleitoral. As datas do pleito, marcadas pelo Conselho Eleitoral Provisório, estão próximas: 20 de novembro (primeiro turno) e 3 de janeiro de 2006 (segundo turno).
Amorim conversou com pelo menos sete dos 54 candidatos à presidência inscritos. Segundo ele, nenhum demonstrou preocupação com quaisquer influências sobre o processo eleitoral.
- Não ouvi queixa de nenhum dos candidatos quanto à polícia ou à força ligada ao governo ou a empresários que pudessem prejudicar o seu trabalho. Há locais onde a situação de segurança é difícil e todos, de alguma maneira, revelaram - disse.
A preocupação maior dos candidatos ouvidos é quanto à mecânica do processo eleitoral. Segundo o ministro, a demora na tomada de decisões pode afetar o calendário.
- O ponto com que todos concordam é que a data de 7 de fevereiro, que não é só constitucional mas simbólica no Haiti, deve ser mantida - disse. Ele destacou, no entanto, que pode haver a necessidade de aumento de prazos, como os firmados para os turnos, para a inscrição de eleitores.
Rio de Janeiro, 09 de Maio de 2026
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