O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, admitiu nesta sexta-feira a derrota do candidato brasileiro à chefia da Organização Mundial do Comércio (OMC) e não indicou quem terá o apoio do país a partir de agora.
- Perder é perder (...) São coisas que acontecem, fazem parte da vida - disse Amorim em uma entrevista coletiva convocada para comentar a virtual eliminação do representante do país na OMC, Luiz Felipe Seixas Corrêa, da disputa pela direção-geral do organismo.
Amorim afirmou que nas próximas horas se dedicará a avaliar a qual candidato o Brasil dará seu apoio, e questionou a forma como foi divulgada a derrota brasileira.
- A maneira como foi anunciado o resultado dá margem para que as pessoas continuem criticando a falta de transparência. Uma coisa é confidencialidade sobre quem votou por quem, outra coisa é não dar números - disse.
- Lamentamos que isso tenha ocorrido - disse Amorim, que acrescentou que a falta de um número que indicasse a derrota do diplomata brasileiro "não contribui para melhorar a transparência da OMC."
O ministro afirmou, no entanto, que "a decisão não será contestada".
Em Genebra, a presidente da junta de seleção dos candidatos à direção-geral, a embaixadora queniana Amina Mohamed, declarou que o ex-comissário de Comércio da União Européia Pascal Lamy e o ministro de Relações Exteriores das Ilhas Maurício, Jaya Krishna Cuttaree, tiveram a maior aceitação. O uruguaio Carlos Pérez del Castillo ficou em terceiro lugar e o brasileiro foi o quarto colocado.
Outra rodada de consultas deve eliminar um segundo candidato no fim de abril. A decisão final sobre a sucessão de Supachai Panitchpakdi no cargo máximo da OMC sai até o fim de maio.
Brasil admite derrota à chefia da OMC e questiona transparência
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, admitiu nesta sexta-feira a derrota do candidato brasileiro à chefia da Organização Mundial do Comércio (OMC) e não indicou quem terá o apoio do país a partir de agora. (Leia Mais)
Sexta, 15 de Abril de 2005 às 14:09, por: CdB