A dez anos do fim do "apartheid" na África do Sul, os homens brancos são os que se sentem mais felizes com suas vidas e os negros, sobretudo as mulheres, estão menos satisfeitos, segundo uma pesquisa publicada neste domingo, pelo jornal "Sunday Times".
Em uma escala de zero (desesperadamente triste) a cem (eufórico), as médias eram de 86 para homens brancos contra 73 para mulheres negras, enquanto os mulatos, tanto homens como mulheres, ficaram em 74.
Os "indianos", descendentes de imigrantes do subcontinente da Índia, representam a única raça com as mulheres mais felizes (uma média de 82) que os homens (79).
O estudo, feito entre cerca de 3.500 pessoas, estimou em 76 o índice de felicidade da população em geral -de 44 milhões de pessoas-, um bom resultado, segundo Neil Higgs, um especialista da empresa Research Survey, que realizou e analisou a pesquisa.
Higgs comentou que "enquanto entre os mais pobres a felicidade está relacionada com o dinheiro, quando a renda de uma família chega a superar os 8.000 rands mensais (aproximadamente 1.200 dólares), já não está vinculada ao dinheiro".
A felicidade então "está relacionada com o respeito dentro de sua comunidade, a realização de tuas ambições e a satisfação com o que alcançaste na vida", explicou. Segundo Higgs, a pesquisa revelou que muitas mulheres negras "se sentem presas e sem possibilidades para tornar seus sonhos realidade".