Rio de Janeiro, 28 de Outubro de 2026

Bradesco registra maior lucro do sistema financeiro em 20 anos

O Bradesco é a primeira das grandes instituições financeiras do país a declarar lucros de deixar os concorrentes no exterior com inveja. Obteve um aumento de 15% no lucro líquido recorrente do terceiro trimestre que ficou acima das expectativas do mercado, o maior lucro já atingido por um banco de capital aberto brasileiro nos últimos 20 anos. (Leia Mais)

Segunda, 05 de Novembro de 2007 às 09:27, por: CdB

O Bradesco é a primeira das grandes instituições financeiras do país a declarar lucros de deixar os concorrentes no exterior com inveja. Obteve um aumento de 15% no lucro líquido recorrente do terceiro trimestre que ficou acima das expectativas do mercado, o maior lucro já atingido por um banco de capital aberto brasileiro nos últimos 20 anos. A instituição teve lucro líquido ajustado de R$ 1,85 bilhão no trimestre passado, apoiado em crescimento na carteira de crédito. Seis analistas consultados pela agência inglesa Reuters, especializada no mercado financeiro, esperavam em média ganho de R$ 1,72 bilhão.

Conforme relatório da consultoria Economática, o resultado líquido do Bradesco antes de ajustes nos nove primeiros meses do ano, de R$ 5,817 bilhões.  O maior lucro dos bancos de capital aberto no Brasil antes de 2007, de acordo com a consultoria era do Banco do Brasil com R$ 4,995 bilhões em 2006. Com o efeito negativo de R$ 631 milhões em amortizações de ágio relativo à aquisição do Banco BMC, o ganho líquido ficou em R$ 1,81 bilhão.

Entre julho a setembro do ano passado, o banco teve ganho recorrente de R$ 1,61 bilhão. Já o lucro líquido ficou em R$ 219 milhões, abatido pelo efeito da amortização de outras aquisições realizadas pelo banco. O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio (ROAE, na sigla em inglês) ficou em 29,3%, depois dos 32,7% do terceiro trimestre de 2006.

O crescimento da carteira de crédito cresceu 27% na comparação anual, passando de R$ 110,3 bilhões no terceiro trimestres de 2006 a R$ 140,1 bilhões no trimestre passado. A carteira da pessoa física foi puxada por expansão de financiamentos de veículos (24,1%), cartão de crédito (61,8%), crédito rural (52,7%) e financiamento imobiliário (40,1%).

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