O Bradesco fechou o primeiro trimestre do ano com lucro líquido de R$ 2,103 bilhões, um aumento de 22,04% em relação ao apurado em igual etapa de 2009. Considerado apenas o resultado recorrente, o lucro foi de R$ 2,147 bilhões, uma evolução anual de 9,8% e pouco acima da projeção média de 11 analistas ouvidos pela agência inglesa de notícias Reuters, de R$ 2,031 bilhões.
"Tais evoluções foram originadas principalmente pela melhora do ambiente econômico a partir do terceiro trimestre de 2009, que teve como efeito a redução da inadimplência e retomada do crédito", comentou o Bradesco, em relatório.
De fato, a carteira de crédito do segundo maior banco privado brasileiro cresceu 10,44% no período de doze meses encerrado em março, para R$ 235,238 bilhões, com destaque para o varejo, que cresceu 16,7% no período. Ao mesmo tempo, a inadimplência, medida pelo saldo de operações vencidas com prazo superior a 90 dias sobre a carteira total, ficou em 4,4%, menor que os 4,9% do final de dezembro, embora ainda acima dos 4,2% de março de 2009.
Com isso, o Bradesco reduziu o volume de despesas com provisões para perdas esperadas para R$ 2,188 bilhões, uma queda de 18,8% sobre dezembro e de 20,8% em relação ao fim do primeiro trimestre do ano passado. Ainda assim, o índice de cobertura da carteira atingiu 180,8%, o mais alto da série. O retorno anualizado sobre patrimônio líquido, importante índice de rentabilidade dos bancos, ficou em 22,2%, ante 24,1% de doze meses antes.
No final de março, os ativos totais do Bradesco somavam R$ 532,6 bilhões, um aumento de 10,5% em doze meses.
Seguros e serviços
O banco, que na véspera anunciou a criação de uma holding na área de cartões de crédito em parceria com o Banco do Brasil, viu suas receitas com serviços de janeiro a março ficarem em R$ 3,124 bilhões, estáveis ante o último quarto de 2009 e uma expansão de 14,7% em 12 meses. Em seguros, segmento responsável por um terço do resultado do Bradesco no primeiro trimestre, o lucro foi de R$ 703 milhões, um avanço de 8,2% em doze meses.