Rio de Janeiro, 29 de Setembro de 2026

Bradesco compra banco da C&A e dobra a carteira de clientes

O segundo maior banco privado do país, Bradesco, anunciou nesta sexta-feira a compra do Banco ibi, braço financeiro das lojas C&A, por cerca de R$ 1,4 bilhão em ações. Com a operação, o Bradesco dobrará sua base de clientes de cartões de crédito. (Leia Mais)

Sexta, 05 de Junho de 2009 às 09:42, por: CdB

O segundo maior banco privado do país, Bradesco, anunciou nesta sexta-feira a compra do Banco ibi, braço financeiro das lojas C&A, por cerca de R$ 1,4 bilhão em ações. Com a operação, o Bradesco dobrará sua base de clientes de cartões de crédito. A compra do ibi ainda envolve acordo de 20 anos para o Bradesco ser fornecedor exclusivo de produtos e serviços financeiros da rede de varejo.

O valor a ser pago aos acionistas do ibi, o grupo suíço Cofra que também controla a C&A, representa aproximadamente 1,6% do capital social do Bradesco, informou o banco em comunicado. A operação também inclui a corretora de seguros e outras duas empresas do ibi. Com a aquisição, o Bradesco eleva sua base de cartões de crédito private label de 13,3 milhões para 34,1 milhões, segundo dados do fim de 2008 divulgados pelo banco. Enquanto isso, a base de cartões bandeirados do banco passa de 22 milhões para 31,8 milhões.

A compra desta financeira pode ser vista como a primeira "reação" do Bradesco à iniciativa de seu maior rival do setor privado, o banco Itaú, que em novembro do ano passado anunciou sua fusão com o Unibanco, tornando-se o maior banco do país e um dos maiores do continente americano. A operação também confirma as palavras do novo presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, que em sua posse prometeu um investimento na população de "emergentes", embora na ocasião (março de 2009), tenha dito que a instituição não tinha "nenhuma perspectiva de aquisição" e que as oportunidades já estava "bastante reduzidas".

– A grande confiança [para o crescimento do Bradesco] é a mobilidade social que o país tem. O que nos fascina, e a mim particularmente, é ter um país de 200 milhões de habitantes com 100 milhões de pessoas que vão ascender socialmente. Se nós olharmos daqui 10 ou 20 anos, veremos um país de um outro perfil de distribuição de renda. O seguro ainda é pequeno em relação ao PIB, o crédito também. Na realidade de um país com outro tipo de distribuição de renda, você tem oportunidades muito fortes aí – disse ele.

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