Rio de Janeiro, 24 de Maio de 2026

BR abre exceção e Varig voa no feriado com crédito para gasolina

A BR Distribuidora decidiu, na tarde desta quinta-feira, garantir o abastecimento dos aviões da Varig no feriado prolongado da Páscoa. A companhia aérea corria o risco ficar no chão neste final de semana por conta de dificuldades no pagamento do combustível consumido por seus aviões. (Leia Mais)

Quinta, 17 de Abril de 2003 às 16:13, por: CdB

A BR Distribuidora decidiu, na tarde desta quinta-feira, garantir o abastecimento dos aviões da Varig no feriado prolongado da Páscoa. A companhia aérea corria o risco ficar no chão neste final de semana por conta de dificuldades no pagamento do combustível consumido por seus aviões. O presidente do conselho de administração da FRB-Par (Fundação Ruben Berta) - holding responsável pelo controle do grupo Varig - Gilberto Rigoni, chegou a confirmar que isso poderia acontecer se as condições comerciais com a BR Distribuidora não fossem alteradas. Segundo ele, a BR exige que a Varig faça o pagamento diário e à vista do combustível, o que seria equivalente a R$ 5,4 milhões. "Não existe empresa aérea que consiga sobreviver com um rigor desse" - alega o executivo. Como o caso da Transbrasil - que parou de voar em dezembro de 2001 por falta de dinheiro para pagar pelo combustível - ainda está na memória da população, a BR confirmou nesta quinta-feira que o abastecimento da Varig está garantido pelo menos até o final de semana. Segundo a distribuidora, a companhia aérea possui um acordo comercial que lhe garante um crédito de R$ 40 milhões, apesar da exigência do pagamento diário pelo combustível usado. Esse crédito seria suficiente para quase 10 dias de abastecimento. A BR informou que a Varig vem mantendo em dia o pagamento do combustível. O pagamento de hoje e do final de semana já foi depositado. Para piorar a situação da Varig, Rigoni afirmou que o Banco do Brasil teria bloqueado US$ 17 milhões da conta da empresa em função de débitos que vencem a partir de maio. O presidente da Infraero, Carlos Wilson, disse que a empresa foi "sensível" com todas as companhias aéreas. - A Infraero atenuou a rigidez do processo de cobrança junto às empresas de aviação comercial. Reescalonou as dívidas destas empresas e alongou os prazos de amortização - disse Wilson. Segundo ele, a Infraero substituiu o regime de pagamento diário pelo quinzenal no caso da Varig. - A Varig é uma empresa que tem uma história de 75 anos de serviços prestados ao país. Sua bandeira, muitas vezes, se confunde com os símbolos nacionais. É mais do que justo que ela mereça uma atenção especial - afirmou o presidente da Infraero.

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