Rio de Janeiro, 01 de Novembro de 2026

Bovespa supera a marca dos 70 mil pontos

O volume de investimentos na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) superou os 70 mil pontos, na manhã desta sexta-feira, pela primeira vez, em um claro reflexo à elevação da nota de risco do Brasil a grau de investimento pela agência internacional de risco Standard & Poor's na quarta-feira. A expectativa é que a Bovespa, na segunda-feira, se mantenha a plenos pulmões. Papéis brasileiros se valorizam 8% no mercado internacional

Sexta, 02 de Maio de 2008 às 07:49, por: CdB

O volume de investimentos na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) superou os 70 mil pontos, na manhã desta sexta-feira, pela primeira vez, em um claro reflexo à elevação da nota de risco do Brasil a grau de investimento pela agência internacional de risco Standard & Poor's na quarta-feira. A expectativa é que a Bovespa, na segunda-feira, se mantenha a plenos pulmões.

Nesta sexta-feira, o Ibovespa registrou alta de 3,24% nas primeiras horas da manhã, chegando aos 70.064 pontos. O dólar comercial recuava 0,6%, às 10h38, cotado a R$ 1,654. Nesta quarta, após o anúncio da Standard & Poor's quanto à elevação do Brasil ao grau de investimento, a Bolsa subiu de imediato 6,33%, em seu melhor pregão desde outubro de 2002, chegando ao fechamento em 67.868 pontos.

A melhora significativa nos números dos recibos das ações de empresas internacionais negociados nos EUA, os American Depositary Receipts (ADRs, na siga em inglês) já apresentavam um sinal de que as ações realizariam um movimento de alta no Ibovespa. A valorização dos ADRs chegava a 8% na abertura do pregão em Wall Street, nesta manhã.

Câmbio

Diante da melhora na classificação do país no mercado internacional, a moeda norte-americana registrou queda de 2,4% no fechamento desta quarta-feira e a tendência é de que se mantenha ainda em baixa na semana que vem. A chegada do Brasil ao grau de investimento também amplia a expectativa de que mais investimentos estrangeiros passem a comprar ativos brasileiros e leve o dólar a um patamar ainda mais baixo.

Segundo a diretora de câmbio da Corretora AGK, Miriam Tavares, em conversa com jornalistas, o dólar tende a oscilar ainda mais diante do aumento no ingresso de recursos no país.

– Esse fator aumenta o espaço para que o Banco Central não apenas interrompa a alta da taxa Selic como talvez possa retomar o processo de afrouxamento da política monetária – disse.

Tavares acredita ainda que parte considerável dos investidores vislumbravam a decisão da Standard & Poors e anteciparam suas operações de ingresso de recursos no país.

– No curtíssimo e curto prazo os preços dos ativos financeiros do país devem se valorizar, nesse novo panorama. Acreditamos que depois de um momento inicial de oscilações mais bruscas, o Ibovespa se acomode perto dos 70 mil pontos e o dólar perto dos R$1,60, nos próximos dias – concluiu.

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